Reconhecer autoproclamação de Flávio deixaria EUA isolados no mundo, afirma especialista
Mesmo líderes alinhados a Trump, como Kast e De la Espriella, já reconheceram a reeleição de Lula
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Derrotado nas urnas, Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos e divulgou nesta quarta (28) uma carta se autoproclamando “presidente eleito” do Brasil. Logo em seguida, recuou e adotou o termo “líder do Brasil”. A situação levanta dúvidas a respeito das relações diplomáticas entre Brasília e Washington. O que aconteceria se Donald Trump endossasse o bolsonarista nesse momento? Para o professor de relações internacionais Vinícius Vieira, essa hipótese é improvável.
Em entrevista ao programa Link News, ele afirma que não há risco de outros países não reconhecerem a vitória do presidente Lula nas urnas: “Me parece que não, porque já houve esse reconhecimento, inclusive de aliados de Trump aqui na América Latina”, diz, referindo-se aos presidentes Abelardo de la Espriella e José Antonio Kast, da Colômbia e do Chile, respectivamente, dois países alinhados à política de Trump. O argentino Javier Milei, porém, silenciou sobre a reeleição de Lula.
Países europeus, reforça o especialista, também já reconheceram a vitória de Lula, inclusive Giorgia Meloni, primeira-ministra italiana que, segundo o professor, talvez seja a governante mais à direita do continente.
O professor ainda complementa sobre a posição de China e Rússia: “Elas dificilmente embarcariam, até por se oporem a um domínio americano absoluto no hemisfério ocidental, a qualquer iniciativa que Trump faça nesse sentido de não apenas acolher Flávio Bolsonaro, mas também reconhecê-lo como presidente de fato do Brasil, ou seja, é um cenário em que os EUA, ao meu ver, estariam isolados nessa iniciativa, que para o próprio governo americano seria bastante arriscada.”
O professor entende que o caminho mais provável para Flávio e Eduardo é o de participarem de eventos da extrema-direita ao redor do mundo.
Contudo, o professor afirma não saber como isso vai ressoar entre os bolsonaristas no país: “Não tenho dúvidas de que haverá algo na linha de apoio, como algumas pessoas já em rede social reivindicam um papel de liderança a partir dos EUA. Mas nem todos à direita, seja ao redor do mundo ou seja aqui no Brasil, são dessa linha mais extrema ou de ultra-direita, então esse público talvez fique mais refratário a esse tipo de iniciativa.”
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