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Rei da Bélgica fala em 'remorso' sobre abusos coloniais na África

Embora não tenha pedido perdão, o rei Phillipe demonstrou seus 'mais profundos sentimentos' em carta ao presidente da República Democrática do Congo

Internacional|Do R7

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Estátuas de Leopoldo II são alvo de protestos na Bélgica
Estátuas de Leopoldo II são alvo de protestos na Bélgica

O rei Phillipe da Bélgica enviou seus "mais profundos sentimentos" ao presidente da República Democrática do Congo pelo "sofrimento e humilhação" impostos por seu país na colonização da região.

Apesar de ser a primeira vez na qual um governante expressou remorso formalmente pelos acontecimentos do período colonial, o rei não pediu perdão pelos reconhecidos abusos cometidos pelo governo belga quando controlava a região conhecida apenas como Congo no século XIX.


O monarca se expressou através de uma carta ao presidente Félix Tshisekedi no sexagésimo aniversário da independência do país africano.

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Na carta, o rei admite que "para fortalecer futuramente nossos laços e desenvolver uma amizade ainda mais frutífera, nós devemos ser capazes de conversar sobre nossa longa história com toda a sinceridade e veracidade".

Protestos belgas contra o racismo nas últimas semanas tiveram como alvo as estátuas do rei Leopoldo II, governante durante o período colonial, do qual Phillipe é descendente.

Leopoldo II governou o Congo, na época uma colônia, entre 1885 e 1908. Historiadores estimam a morte de 10 milhões de pessoas durante esse período, o qual contou com exploração de trabalho e brutalidade contra a população.

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