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Reino Unido: chefe do Exército diz que governo deve preparar população para eventual guerra

Alerta do general Roly Walker ocorre em meio ao crescimento da tensão global e à resistência da população em servir ao Exército

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O general Roly Walker alerta que o Reino Unido deve se preparar para o debate sobre sacrifícios em prol da defesa, devido ao aumento das tensões globais.
  • Walker destaca que a atividade militar voltou a ser uma preocupação para os britânicos, e que líderes políticos devem explicar os riscos à população.
  • Pesquisa do Instituto Ipsos revela que metade dos britânicos não pegaria em armas, mas mais da metade apoia o aumento dos gastos militares.
  • A questão do financiamento das Forças Armadas é um dilema, com debates sobre remanejamento de recursos e aumento de impostos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo pesquisa, metade dos britânicos não pegaria em armas pelo país em nenhuma situação Marcello Casal Jr/Arquivo Agência Brasil - Arquivo

O chefe do Estado-Maior do Exército britânico, general Roly Walker, afirmou que a população do Reino Unido terá de encarar em breve um debate sobre os sacrifícios exigidos pela prioridade à defesa. Para ele, o período em que o país podia evitar pensar na possibilidade de uma guerra ficou para trás.

As declarações foram publicadas na última quinta-feira (15) pelo Forces News, portal de notícias público da organização britânica de radiodifusão voltada às Forças Armadas. Walker falou em Catterick Garrison diante de cerca de 700 militares da 1ª Divisão do Reino Unido.

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Segundo Walker, quem acompanha a evolução do cenário internacional percebe que o mundo vive hoje um nível de perigo extremo, e a atividade militar voltou a ocupar espaço na mente dos britânicos. Ele disse esperar que os líderes políticos expliquem ao público, nos próximos tempos, onde estão os riscos e o que a nação precisará estar disposta a fazer. O general classificou o momento atual como muito perigoso.

Para o general, os cidadãos, que nem sempre têm as Forças Armadas entre suas preocupações cotidianas, precisam entender o papel dos militares e consentir com os sacrifícios que isso implica. Em última instância, afirmou, será necessário que a sociedade apoie os soldados naquilo que só eles fazem: levar o combate ao inimigo.

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Peso para jovens

Walker também lembrou aos militares que, nas forças terrestres, o peso do combate recai sobre os soldados mais jovens e menos experientes. Ele afirmou que, se o país for chamado à guerra, a defesa da nação dependerá deles, e que a nação poderá precisar de cada um, mesmo que não saibam disso.

O discurso ocorre em meio a temores de que o conflito na Ucrânia atinja outros países da Europa. Autoridades do continente afirmam que a Rússia estaria planejando ataques, o que Moscou nega.

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Visão dos britânicos

A fala do comandante ocorre num momento em que uma nova pesquisa do Instituto Ipsos indica que metade dos britânicos não pegaria em armas pelo país em nenhuma circunstância. O mesmo levantamento mostra, porém, que mais da metade apoia o aumento dos gastos militares.

Entre os que defendem mais dinheiro para a defesa, 37% acham que os recursos devem vir do remanejamento de outras áreas do orçamento, enquanto 36% preferem a elevação de impostos em geral.

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Dilema do orçamento

O financiamento das Forças Armadas se tornou um dos principais dilemas do governo. Em setembro, durante a conferência do Partido Trabalhista em Liverpool, o ministro da Defesa, Wes Streeting, reconheceu que investir mais em defesa exige escolhas e concessões. Ele rebateu críticos da direita ao dizer que um país não se fortalece empobrecendo seu povo.

O antecessor de Streeting na pasta, John Healey, hoje ministro das Finanças, deve detalhar os planos de gastos no orçamento previsto para 28 de outubro.

Walker não é o único alto oficial a falar do assunto. Líderes militares de primeiro escalão, entre eles o chefe do Estado-Maior da Defesa, marechal do ar Sir Rich Knighton, têm sido cada vez mais enfáticos ao tratar do papel da sociedade na resistência a ameaças externas.

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