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Por que atuação policial na investigação da morte de Kurt Cobain está sob apuração

Vocalista do grupo Nirvana foi encontrado morto aos 27 anos, em abril de 1994, na estufa de sua casa em Seattle, nos Estados Unidos

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A investigação da morte de Kurt Cobain está sob apuração em Seattle devido a alegações de inconsistências nas evidências e no relatório policial original.
  • O Escritório de Responsabilidade Policial de Seattle está examinando a atuação da polícia após denúncias feitas em reunião com pesquisadores independentes.
  • Pesquisadores questionam a conclusão de suicídio e defendem uma nova análise das evidências forenses, citando possíveis contradições, como a ausência de sangue na mão de Cobain.
  • Apesar das novas alegações, o Departamento de Polícia de Seattle não reabriu o caso, mantendo a conclusão original de suicídio.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Novas alegações não comprovam que Cobain tenha sido vítima de homicídio Reprodução/YouTube/Nirvana

A atuação da polícia na investigação da morte de Kurt Cobain, vocalista do Nirvana, passou a ser alvo de uma apuração oficial em Seattle, nos Estados Unidos. O procedimento busca esclarecer alegações de que evidências relacionadas ao caso seriam incompatíveis com as conclusões registradas no relatório policial original.

A investigação está a cargo do Escritório de Responsabilidade Policial de Seattle (OPA, na sigla em inglês), órgão que recebeu uma denúncia em 28 de junho. O questionamento envolve declarações atribuídas a Shon Barnes, ex-chefe da polícia da cidade, durante uma reunião realizada em novembro de 2025 com pesquisadores independentes interessados no caso.

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Cobain foi encontrado morto aos 27 anos, em abril de 1994, na estufa de sua residência em Seattle. Ele apresentava um ferimento de bala na cabeça, e as autoridades concluíram que se tratava de suicídio. Desde então, essa versão foi mantida pelas investigações oficiais.

O novo procedimento, porém, pretende esclarecer como a polícia lidou com informações apresentadas posteriormente por um grupo de pesquisadores que defende uma nova análise das evidências forenses.

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Pesquisadores questionam vestígios encontrados na cena

Segundo o jornal New York Post, Barnes teria reconhecido, durante o encontro com os investigadores, a existência de possíveis contradições entre elementos coletados na época da morte do músico e as conclusões do relatório policial. Um dos pontos discutidos foi a suposta ausência de sangue na mão esquerda de Cobain, que, de acordo com a reconstituição oficial, teria sido utilizada para segurar a arma.

A reunião contou com a participação de Michelle Wilkins, principal investigadora do grupo Who Killed Kurt?, e Mark Larson, ex-promotor do condado de King e assessor jurídico dos pesquisadores. A organização reúne voluntários que contestam a conclusão de suicídio e defendem que o caso seja reexaminado.

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Durante a conversa, Larson teria levantado a hipótese de que a mão do cantor pudesse ter sido posicionada sobre a arma depois do disparo. Segundo os relatos apresentados ao jornal, Barnes respondeu relacionando essa possibilidade à sequência dos acontecimentos e à dispersão de sangue.

Os pesquisadores também questionaram a rapidez com que a morte foi classificada como suicídio. Na ocasião, o ex-chefe teria explicado que uma determinação desse tipo deve ocorrer depois da investigação e que, em sua experiência profissional, mortes são inicialmente examinadas considerando a possibilidade de homicídio.

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As alegações se apoiam, entre outros elementos, em um estudo forense submetido à revisão por pares, que apresenta argumentos favoráveis à hipótese de homicídio. O grupo afirma ter fornecido à polícia novas informações, incluindo análises científicas e exames balísticos independentes, que, segundo seus integrantes, justificariam testes adicionais.

A existência dessas alegações, no entanto, não comprova que Cobain tenha sido vítima de homicídio. A conclusão dos pesquisadores ainda diverge daquela adotada pelas autoridades.

Polícia mantém conclusão de suicídio

Em janeiro deste ano, o Departamento de Polícia de Seattle informou que não reabriria o caso. A corporação manteve o entendimento estabelecido na investigação original e reafirmado em uma revisão de casos antigos realizada em 2014, que não identificou indícios de ação criminosa.

A apuração atual do OPA foi iniciada após uma denúncia relacionada à forma como a polícia teria tratado as novas análises apresentadas pelos pesquisadores. O objetivo é esclarecer quais providências foram tomadas depois da reunião com Barnes e se as evidências adicionais foram examinadas ou submetidas a testes.

Em declaração ao New York Post, Wilkins afirmou que espera que o procedimento esclareça o tratamento dado ao material entregue às autoridades. Ela ressaltou que a intenção do grupo é obter uma avaliação aprofundada das questões levantadas, e não afirmar que o homicídio já tenha sido comprovado.

Bev Ireland, responsável pela comunicação com a imprensa do Who Killed Kurt?, também considerou positiva a abertura da apuração. Para ela, o trabalho apresentado ao ex-chefe de polícia reúne pesquisas e análises que merecem uma resposta fundamentada.

Barnes deixou o comando da polícia de Seattle em julho, depois de receber críticas pela condução da resposta a um tiroteio durante um festival gastronômico na cidade. Segundo o New York Post, ele, o departamento de polícia e o escritório responsável pela apuração não responderam aos pedidos de comentário enviados pelo jornal sobre o caso Cobain.

A morte do músico também foi marcada por disputas envolvendo os documentos da investigação. Em 1995, Courtney Love, viúva de Cobain, solicitou que todo o arquivo policial fosse entregue a ela, sem que a corporação mantivesse cópias. A polícia recusou o pedido. Love, que acredita que o marido morreu por suicídio, argumentou na época que pessoas poderiam explorar comercialmente os documentos.

Até o momento, as autoridades não anunciaram uma mudança na conclusão oficial sobre a morte do vocalista do Nirvana.

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