Internacional Relógio do Juízo Final se aproxima do fim do mundo

Relógio do Juízo Final se aproxima do fim do mundo

Medida, feita por um comitê de cientistas, levou em consideração o risco nuclear causado pela guerra na Ucrânia

  • Internacional | Do R7 com informações da AFP,

Última vez que o relógio havia sido atualizado foi em 2020, quando chegou aos 100 segundos

Última vez que o relógio havia sido atualizado foi em 2020, quando chegou aos 100 segundos

Anna Moneymaker/Getty Images North America/Getty Images via AFP - 24.1.2023

O Relógio do Juízo Final, que mede o fim dos tempos, marcou, na última terça-feira (24), que a humanidade jamais esteve tão perto do cataclismo planetário devido à guerra na Ucrânia, às tensões nucleares e à crise climática.

O Boletim dos Cientistas Atômicos moveu os ponteiros de 100 segundos para 90 segundos para a meia-noite.

A cada ano, a junta de ciência e segurança do Boletim e seus patrocinadores, entre os quais figuram 11 prêmios Nobel, tomam a decisão de reposicionar os ponteiros deste relógio.

Até agora, o mais próximo que esteve da meia-noite, a hora fatídica tinha sido 100 segundos. O relógio permaneceu nessa posição desde janeiro de 2020.

Mas as coisas pioraram. Em um comunicado, o Boletim afirma que, neste ano, adianta os ponteiros "devido, em grande parte, mas não exclusivamente, à invasão da Ucrânia por parte da Rússia e ao maior risco de uma escalada nuclear".

Também pesam "as ameaças contínuas representadas pela crise climática e o colapso das normas e instituições globais necessárias para mitigar os riscos associados com o avanço das tecnologias e as ameaças biológicas como a Covid-19", acrescentou.

Quando o Relógio do Juízo Final foi criado, em 1947, depois da Segunda Guerra Mundial, faltavam sete minutos para a meia-noite. O relógio chegou a ficar a 17 minutos para o horário do apocalipse depois do fim da Guerra Fria, em 1991.

O Boletim dos Cientistas Atômicos foi fundado em 1945 por Albert Einstein, J. Robert Oppenheimer e outros cientistas que trabalharam no Projeto Manhattan, que produziu as primeiras armas nucleares.

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