Logo R7.com
RecordPlus

Repsol rejeita proposta argentina de compensação pela YPF

Internacional|Do R7

  • Google News

Madri, 26 jun (EFE).- O Conselho de Administração da Repsol decidiu por unanimidade nesta quarta-feira rejeitar a proposta apresentada pelo governo argentino para compensar a nacionalização da YPF, que ocorreu no ano passado. A companhia petrolífera afirmou, por meio de um comunicado enviado para a Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) da Espanha, que a oferta "não era suficiente para satisfazer os interesses da Repsol", por "não corresponder ao prejuízo econômico sofrido pela empresa". Apesar disso, o "interesse" do governo argentino em estabelecer um acordo foi avaliado de maneira positiva. A proposta, estimada em US$ 5 bilhões, propunha a criação de uma sociedade na qual a Repsol teria uma participação de 47% para explorar uma pequena parte do campo de Vaca Muerta, e um pagamento em dinheiro a ser investido na própria sociedade. De acordo com a proposta, a YPF (com 51% do capital), a Repsol (47%) e a mexicana Pemex (2%) formariam uma sociedade com o direito de explorar 6,4% de Vaca Muerta. A YPF avalia esta oferta em US$ 5 bilhões: US$ 3,5 bilhões referentes ao importe da participação na sociedade e US$ 1,5 bilhões de um pagamento "que torna obrigatório o reinvestimento para o desenvolvimento da citada sociedade". O Conselho da Repsol tomou a decisão de rejeitar o acordo após uma "exaustiva análise técnica e econômica interna" baseada em "relatórios de especialistas externos", informou a empresa. A análise concluiu que a oferta "não compensa a perda sofrida pela Repsol", já que se baseia em "ativos supervalorizados, que não estão de acordo com os valores do mercado". Além disso, a companhia petrolífera espanhola considera que a "estrutura" da proposta "se distancia muito" dos interesses da Repsol, porque não fornece uma compensação financeira "disponível ou realizável" e não conta "com as mínimas garantias jurídicas e econômicas", além de exigir a realização de investimentos "obrigatórios e numerosos". Apesar da rejeição unânime, a Repsol elogiou "o interesse do governo argentino de alcançar uma solução negociada" e acredita que ao manter "uma atitude aberta ao diálogo" poderá ser possível chegar a um acordo no futuro. Segundo a companhia, é necessária uma proposta que "garanta uma compensação justa" para a Repsol, o que permitirá "o fim das reivindicações por desapropriação". EFE mpca/apc/rsd

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.