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Reversão de Trump ao uso de força militar na Groenlândia foi resultado da pressão de assessores

Após semanas de dúvidas, presidente dos EUA descartou o uso das Forças Armadas para conseguir a ilha

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Trump reverteu ameaças de uso de força militar para aquisição da Groenlândia após pressão de assessores.
  • O presidente afirmou que não irá impor tarifas comerciais planejadas para fevereiro.
  • Assessores da Casa Branca preferiram uma abordagem diplomática em vez de provocativa.
  • A porta-voz da Casa Branca afirmou que o governo seguirá a decisão de Trump sobre a Groenlândia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Autoridades da Casa Branca pressionaram por uma abordagem menos provocativa Denis Balibouse/Reuters - 22.01.2026

O recuo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação às ameaças de uso da força como uma opção para a aquisição da Groenlândia encerrou semanas de caos político, já que os principais assessores se esforçaram tanto para acomodar as exigências do presidente quanto para aliviar o pânico que elas causaram entre os aliados dos EUA, de acordo com duas fontes com conhecimento das conversas.

Em comentários na quarta-feira (21) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Trump descartou o uso de força militar depois de semanas se recusando a afastar essa possibilidade e, em uma postagem na mídia social, disse que não irá mais impor as tarifas comerciais que ele havia ameaçado colocar em vigor em 1º de fevereiro.

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As autoridades da Casa Branca pressionaram por uma abordagem menos provocativa, com vários membros importantes da equipe do presidente pouco entusiasmados com a possibilidade de usar a força militar para tomar o território dinamarquês, disseram as duas fontes da Casa Branca. Elas falaram sob condição de anonimato para discutir as deliberações internas.

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Depois de dizer na quarta-feira que as tarifas estão fora de cogitação, Trump disse que ele e o secretário-geral da aliança militar ocidental Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte, “formaram a estrutura de um futuro acordo com relação à Groenlândia e, de fato, a toda a região do Ártico” durante conversas em Davos. Ele encarregou as principais autoridades de negociar um possível acordo.

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O episódio ressaltou como o fascínio de longa data de Trump pela aquisição da Groenlândia continua se chocando com a realidade diplomática e política, emblemática de um segundo mandato definido por mudanças abruptas de políticas e rápidas reversões.

Repetidamente, o presidente republicano mudou o curso das tarifas comerciais e de outras questões sob pressão econômica, política ou do mercado.

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Questionada sobre o fato de os assessores de Trump não estarem buscando seriamente opções militares para a Groenlândia, a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, disse: “A Casa Branca não descarta opções para o presidente Trump, a menos que ele mesmo o faça.”

“Ele anunciou hoje que não usará a força para tomar a Groenlândia, e todo o governo seguirá seu exemplo”, disse Kelly, acrescentando que, se um acordo for alcançado, os Estados Unidos atingirão seus objetivos na Groenlândia a um custo mínimo de longo prazo.

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