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Ruas de Miami ficam cheias em comemoração pela morte de Fidel Castro

Internacional|Do R7

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Por Nicole Martinez

MIAMI (Reuters) - Cubanos residentes nos Estados Unidos encheram neste sábado as ruas do bairro de Little Havana, em Miami, para celebrar a morte do líder cubano Fidel Castro, hasteando bandeiras e faixas, soltando fogos de artifício e batendo em potes e panelas.

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Filas de carros buzinando do lado de fora do restaurante Versailles, por muito tempo uma referência da comunidade cubana na cidade, se juntaram a centenas de cubanos festeiros que desafiaram a chuva para comemorar a morte de Fidel Castro, na sexta-feira, aos 90 anos de idade.

"É o dia mais feliz da minha vida. Os cubanos estão finalmente livres!", disse Orlidia Montells, de 84 anos, que afirmou esperar pela morte de Castro há mais de 50 anos.

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Hugo Ravalo, ex-funcionário de cassino de 83 anos de idade, afirmou esperar que a ilha caribenha mude a partir de agora, embora não tenha tanta certeza disso. "O outro está lá", disse, em referência ao presidente cubano Raúl Castro, irmão de Fidel.

As ruas de Miami já chegaram a ficar lotadas durante alarmes falsos de morte de Castro, mas nesta manhã de sábado os "foliões" mostraram, sobretudo, alívio pelo líder cubano ter finalmente se despedido. 

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O prefeito de Miami, Tomas Regalado, lembrou que os festejos na cidade, onde vivem mais de 1 milhão de cubano-americanos, irá se estender por mais dias.

"A morte dele encerra um dolorido capítulo para os cubanos na ilha e para os cubano-americanos em todo o mundo, incluindo os milhares de residentes no condado de Miami-Dade que foram pessoalmente afetados por sua cruel e brutal ditadura", disse Carlos Gimenez, prefeito do condado de Miami-Dade, onde fica a cidade de Miami.

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Gimenez, nascido em Cuba e que migrou para os Estados Unidos na época em que Castro chegou ao poder, disse em comunicado que espera que as manifestações sejam pacíficas e que não há intenção, por ora, de acionar o Centro de Operações Emergenciais do condado.

Luis Torres, estudante de medicina de 28 anos, afirmou que Castro ainda era admirado por muita gente por desafiar os Estados Unidos e demolir o rígido sistema de classes sociais em Cuba.

"Muitas pessoas o veem como herói, como alguém que desafiou os EUA", disse.

Em um bairro cubano-americano em Hialeah, moradores tomaram as ruas com bandeiras de Cuba e dos EUA. 

Um homem, carregando uma pá, disse à emissora NBC o seguinte: "Estou cavando a cova dele. Ele fez muito mal à minha família." Segundo ele, o governo Castro tomou a empresa de seu pai e prendeu alguns de seus familiares. "Estou tão feliz", concluiu, sobre a morte de Fidel.

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