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Rússia acusa formalmente bióloga brasileira do Greenpeace de pirataria

Ativista organizava um protesto contra a exploração de petróleo quando foi presa

Internacional|Do R7

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Segundo advogado da ONG, as acusações contra Ana Paula e equipe são "infundadas, arbitrárias e ilegais"
Segundo advogado da ONG, as acusações contra Ana Paula e equipe são "infundadas, arbitrárias e ilegais"

A bióloga brasileira Ana Paula Maciel e outro ativista britânico do Greenpeace, que pertencem ao grupo de 30 pessoas que foram presas na Rússia por organizarem um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico, foram acusados formalmente de pirataria nesta quarta-feira (2), informou o advogado da ONG Mikhail Kreindlin, citado pela agência russa "Interfax".

Ao longo do dia, o Comitê de Instrução russo irá apresentar as acusações contra o restante dos ativistas, que estavam a bordo do navio "Arctic Sunrise", na cidade de Murmansk.

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"Dois de nossos ativistas foram acusados de pirataria marítima em um grupo organizado.

São cidadãos do Brasil e do Reino Unido", assinalou o advogado. Kreindlin também afirmou que as acusações são "absolutamente infundadas, arbitrárias e ilegais".

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— Nossos ativistas não tinham nenhuma intenção de se apoderar da propriedade de ninguém. Não havia nenhuma ação criminosa.

Bióloga brasileira ficará presa por dois meses na Rússia

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Todos os ativistas detidos estão em prisão preventiva por supostamente tentarem invadir uma plataforma de petróleo da empresa russa Gazprom no dia 19 de setembro.

"Um grupo de pessoas a bordo do 'Arctic Sunrise' e com bastante equipamento destinado a um fim que ainda não foi esclarecido violaram o perímetro de segurança de 500 metros da plataforma Prirazlomnaya e se aproximaram dela", disse ontem um porta-voz do Comitê de Instrução para resumir os argumentos da acusação.

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Os ativistas são da Rússia, Brasil, EUA, Argentina, Reino Unido, Canadá, Itália, Ucrânia, Nova Zelândia, Holanda, Dinamarca, Austrália, República Tcheca, Polônia, Turquia, Finlândia, Suécia e França.

Após o protesto, o navio da ONG foi apreendido pela guarda de fronteiras russa e seus tripulantes detidos e transferidos a terra para responderem perante a justiça. A Gazprom planeja começar a produção de petróleo nessa plataforma no primeiro trimestre de 2014.

Segundo a ONG, isso aumentaria o risco de um vazamento de petróleo em uma área que contém três reservas naturais protegidas pela própria legislação russa.

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