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Rússia afirma que enviou 'especialistas' para a Venezuela

Na recente crise política venezuelana, a Rússia apoiou o presidente Nicolás Maduro, ao passo que os EUA apoiam o líder da oposição, Juan Guaidó

Internacional|Do R7

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Rússia diz que eles não oferecem ameaça à estabilidade
Rússia diz que eles não oferecem ameaça à estabilidade

A Rússia afirmou nesta quinta-feira que enviou "especialistas" para a Venezuela sob um acordo militar de cooperação, mas disse que eles não oferecem ameaça à estabilidade regional, em resposta a um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela completa retirada de militares russos do país sul-americano.

Trump disse na quarta-feira que "todas as opções" estavam sobre a mesa para que a retirada acontecesse, após dois aviões da Força Aérea russa pousaram no aeroporto internacional de Caracas no sábado levando cerca de 100 militares, segundo informado pela mídia.

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Na recente crise política venezuelana, a Rússia apoiou o presidente Nicolás Maduro, ao passo que os Estados Unidos apoiam o líder da oposição, Juan Guaidó, além de terem imposto sanções.

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Um adido militar venezuelano em Moscou disse nesta quinta-feira que foram enviados "integrantes das Forças Armadas russas" para a Venezuela, mas que eles não vão participar de operações militares, segundo a agência de notícias Interfax.

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"A presença de militares russos na Venezuela está relacionada à discussão de cooperação no campo técnico-militar", disse o adido militar José Rafael Torrealba Pérez, de acordo com a Interfax.

Em entrevista coletiva mensal, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, descreveu os enviados como apenas "especialistas russos".

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"A Rússia não está mudando as relações de poder na região, a Rússia não está ameaçando ninguém, diferentemente de cidadãos (autoridades) em Washington", disse.

"Especialistas russos desembarcaram na Venezuela em linha com o previsto por um acordo bilateral intergovernamental sobre cooperação técnico-militar. Ninguém cancelou esse documento", acrescentou.

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Em janeiro, Guaidó evocou a Constituição para assumir uma Presidência interina da Venezuela, apontando que a reeleição de Maduro, em 2018, foi ilegítima.

Maduro, que detém o controle das funções estatais e das forças militares do país, afirma que Guaidó é uma marionete dos EUA.

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