Rússia aprova anistia que beneficiaria ativistas do Greenpeace e Pussy Riot
Internacional|Do R7
Moscou, 18 dez (EFE).- O Parlamento da Rússia aprovou nesta quarta-feira uma anistia para aos condenados e acusados de vandalismo, o que poderá beneficiar os ativistas do Greenpeace retidos no país, entre elas a bióloga brasileira Ana Paula Maciel, e duas presas do grupo punk Pussy Riot. Até 25 mil pessoas poderão ser libertadas no país, o que não inclui condenados por delitos graves ou a penas maiores de cinco anos. As autoridades terão seis meses para soltar os anistiados. Os trinta tripulantes do navio quebra-gelo do Greenpeace "Arctic Sunrise" obtiveram liberdade ao pagarem fiança após passar dois meses em prisão preventiva, mas não podem deixar a Rússia até a conclusão do processo judicial que respondem por tentarem se prender em uma plataforma petrolífera no Ártico russo. Nadezhda Tolokonnikova e Maria Aliojina, integrantes do grupo Pussy Riot, já cumpriram praticamente toda a pena a dois anos de prisão imposta pela justiça por "vandalismo motivado por ódio religioso". A banda fez uma apresentação contra Putin no maior templo ortodoxa da Rússia. Yekaterina Samutsevich, terceira integrante do grupo, já obteve liberdade condicional. Segundo o Greenpeace, a aprovação da medida significa a anistia para os 28 ativistas do Greenpeace e os dois jornalistas freelancers acusados pela justiça russa. Desta forma, de acordo com a organização, "as 26 pessoas de nacionalidades não russa devem poder ir para casa assim que conseguirem um visto de saída", o que ainda não está claro quando poderá ocorrer. O site do Greenpeace publicou ainda uma declaração da bióloga gaúcha: "estou aliviada, mas não celebrando. Fui acusada e permaneci dois meses presa por um crime que não cometi, o que é um absurdo. Mas finalmente parece que essa saga está chegando ao fim e em breve estaremos com nossas famílias" O projeto presidencial de anistia geral, aprovada por ocasião do 20º Aniversário da Constituição do país, também abrangeria os condenados e acusados por participarem de desordens públicas. A emenda poderá deixar em liberdade a maioria dos processados no chamado "Caso Bolotnaya", nome da praça do centro de Moscou onde em 6 maio de 2012 ocorreu uma grande manifestação contra o Kremlin após a reeleição de Vladimir Putin. Dezenas de opositores foram acusados pela justiça do país de "participar de desordens públicas" após o protesto, um dos maiores já vistos em Moscou. A manifestação terminou em violência e mais de 500 pessoas foram presas. EFE aep/dk










