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Rússia diz não ter certeza de que precisa retomar laços com Ocidente e vai se aproximar da China

Para o ministro Sergei Lavrov, países ocidentais adotaram a 'russofobia' desde o início de sua incursão na Ucrânia

Internacional|Do R7

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Segundo o ministro Sergei Lavrov, Rússia vai se aproximar da China
Segundo o ministro Sergei Lavrov, Rússia vai se aproximar da China

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta segunda-feira (23) que Moscou avaliará a necessidade de restabelecer os laços com o Ocidente caso receba ofertas, mas se concentrará no desenvolvimento das relações com a China.

Lavrov, em uma sessão de perguntas e respostas em um evento em Moscou, disse que os países ocidentais tinham adotado a "russofobia" desde que a Rússia lançou sua incursão na Ucrânia, descrita por Moscou como uma "operação militar especial".

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A Rússia está trabalhando para substituir mercadorias importadas de países ocidentais, afirmou ele, e no futuro dependerá apenas de países "confiáveis", que não sejam controlados pelo Ocidente.

"Se eles [o Ocidente] quiserem oferecer algo em termos de retomada das relações, então consideraremos seriamente se precisaremos ou não", disse Lavrov, de acordo com uma transcrição no site do Ministério das Relações Exteriores.

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"Devemos deixar de depender, de qualquer forma, do fornecimento de absolutamente tudo do Ocidente para garantir o desenvolvimento de setores criticamente importantes para a segurança, a economia ou a esfera social de nossa pátria", afirmou.

Moscou diz que sua incursão procura desmilitarizar a Ucrânia depois do que descreve como um golpe de Estado de inspiração ocidental que encarnou um nacionalismo extremo e derrubou um presidente aliado da Rússia, em 2014.

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Lavrov afirmou que o objetivo de Moscou agora é desenvolver ainda mais os laços com a China.

"Agora que o Ocidente tomou uma 'posição de ditador', nossos laços econômicos com a China crescerão ainda mais rápido", disse. "Além da receita direta para o orçamento estatal, esta é uma chance de desenvolver [a Rússia] no extremo leste e leste da Sibéria."

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