Internacional Rússia exige 'provas concretas' de que Navalny foi envenenado

Rússia exige 'provas concretas' de que Navalny foi envenenado

País natal de opositor de Putin havia afirmado anteriormente que não encontrou vestígios de veneno e acusaram Alemanha de difamar Kremlin

  • Internacional | Da EFE

Reuters/Maxim Shemetov/24-09-18

A Rússia exigiu nesta quarta-feira (2) que o governo da Alemanha apresente provas "concretas e sólidas" de que o líder opositor russo Alexey Navalny, foi envenenado com a substância tóxica novichok.

"A declaração do governo alemão sobre o possível envenenamento de Navalny deve ser obrigatoriamente acompanhada de provas concretas e sólidas", disse Leonid Slutskiy, chefe do comitê de Relações Internacionais da Câmara dos Deputados russa (Duma), à agência de notícias Interfax.

Slutskiy lembrou que a Alemanha ainda não respondeu ao pedido do Ministério Público russo e que "especialistas russos não encontraram vestígios de veneno ou de envenenamento intencional no organismo (de Navalny)".

"Em primeiro lugar, a Rússia está interessada em estabelecer as autênticas causas do ocorrido e mais de uma vez demonstrou disposição para cooperar", enfatizou.

Outros políticos sugeriram que as denúncias da Alemanha poderiam ser uma provocação ocidental para difamar o Kremlin.

Cientistas que participaram do desenvolvimento do novichok na União Soviética descartaram que Navalny tenha sido envenenado com o agente tóxico, já que, segundo eles, o opositor já estaria morto se fosse o caso.

Afirmação alemã

O porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, afirmou nesta quarta-feira que Navalny foi envenenado com uma substância usada na produção de armas químicas e que pertence ao grupo do novichok, o mesmo com o qual foi envenenado em 2018 o ex-agente russo Sergei Skripal, que não chegou a morrer.

As conclusões se baseiam nos testes toxicológicos do hospital universitário Charité, em Berlim, onde Navalny está internado. O opositor russo, de 44 anos, foi transferido em coma a Berlim após ter sofrido um colapso no dia 20 de agosto, quando viajava de avião.

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