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Rússia invadiu Ucrânia para 'prevenir guerra', diz parlamentar russo

Presidente da Câmara baixa do Parlamento, Vyacheslav Volodin, afirma que ucranianos não precisam ter medo das tropas de Putin

Internacional|Do R7

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Vyacheslav Volodin em visita à Nicarágua
Vyacheslav Volodin em visita à Nicarágua

O presidente da Duma (Câmara baixa do parlamento russo), Vyacheslav Volodin, disse nesta quinta-feira (24) em Manágua, na Nicarágua, que a invasão russa da Ucrânia visa "evitar uma guerra em grande escala" e minimizou as sanções impostas pelos Estados Unidos após a operação militar.

"A decisão de nosso presidente Vladimir Putin de realizar a operação pacificadora visa evitar uma catástrofe humanitária e também evitar uma guerra em grande escala", declarou Volodin por meio de um tradutor na sede da Assembleia Nacional da Nicarágua, que realizou hoje uma sessão especial em sua homenagem.

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"A população da Ucrânia não precisa temer a operação de paz, porque visa apenas a desmilitarização", acrescentou.

O presidente da Duma russa opinou que "a Ucrânia deve se tornar um Estado independente, democrático e pacífico, e deve se libertar da ideologia ultranacionalista dirigida contra o povo para se desenvolver no interesse de sua gente".

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Volodin também disse que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) "não precisa resolver" as questões de segurança na Ucrânia e que "os Estados Unidos precisam parar".

"Washington quer travar o desenvolvimento dos nossos Estados e eles acreditam que as sanções vão nos tornar mais fracos, mas não vão sair impunes", garantiu o presidente da Duma, que salientou que "o caminho para a liberdade é muito difícil" e que "sabemos qual é o preço de conquistar a soberania".

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Durante seu discurso, afirmou que "há oito anos houve um golpe na Ucrânia e os oligarcas e ultranacionalistas chegaram ao poder" e o país vizinho "abriu mão de sua soberania e os Estados Unidos, de fato, ocuparam o território da Ucrânia".

"Conselheiros americanos foram nomeados em todas as instituições por trás do poder, mas o pior e mais perigoso é que a Ucrânia recebeu armas", destacou.

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Volodin também assegurou que desde então a Ucrânia ignorou os Acordos de Minsk e exerceu uma "política de genocídio contra o povo de Donbass" por não desistir de falar sua língua nativa (russo) e sua cultura.

"Em vez de levar ao diálogo, as autoridades ucranianas lutaram com eles usando armas pesadas, (deixando) milhares de vítimas e feridos, e muitas pessoas tiveram que fugir e deixar sua terra natal", lamentou.

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