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Rússia ocultou informações "cruciais" sobre suspeito de atentado em Boston, diz jornal

Para especialistas, mensagens poderiam ter levado os EUA a vigiarem mais de perto as atividades de Tsarnaev

Internacional|Do R7

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Mensagens entre Tamerlan e sua mãe não foram passadas à polícia americana
Mensagens entre Tamerlan e sua mãe não foram passadas à polícia americana

Moscou reteve informações cruciais sobre Tamerlan Tsarnaev, um dos suspeitos do atentado de 15 de abril na maratona de Boston, afirmou na sexta-feira (10) o Wall Street Journal, citando funcionários americanos.

Estas informações correspondiam a mensagens de texto (SMS) entre a mãe de Tsarnaev e um parente russo, disse o jornal.

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De acordo com o Wall Street Journal, Tamerlan Tsarnaev queria se unir a um grupo de ativistas acusado de atentados na região do Cáucaso, mas o conteúdo das mensagens só foi entregue às autoridades americanas uma semana depois do atentado que matou três pessoas e feriu mais de 250.

Um dos funcionários consultados afirmou que ao menos uma das mensagens correspondia a "uma discussão geral sobre a jihad", embora sem mencionar planos terroristas de forma específica.

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Autor do atentado de Boston é enterrado

Vários especialistas afirmaram que os detalhes destas mensagens poderiam ter levado os Estados Unidos a vigiar de maneira mais detalhada as atividades de Tsarnaev.

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A polícia matou Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, alguns dias após o atentado, enquanto seu irmão mais novo, também suspeito do ataque, foi capturado após uma perseguição.

A Rússia afirmou que alertou os Estados Unidos sobre Tamerlan Tsarnaev em 2011, mas, segundo o jornal, o FBI solicitou informações adicionais em mais de três ocasiões, em vão.

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Durante os seis meses que passou na região do Daguestão em 2012, Tamerlan se reuniu com um militante conhecido, segundo indicaram ao jornal funcionários dessa província russa.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse ao Wall Street Journal que, em 2011, Moscou "não podia ter informação detalhada sobre ele porque não vivia em território russo"

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