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Rússia ordena prisão de mulher que denunciou "trama russa"

Nastya Rybka é acusada de prostituição no país e pediu asilo político nos EUA em troca de informações sobre escândalos das eleições norte-americanas

Internacional|Do R7

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"Trama russa" envolve relação entre EUA e Rússia
"Trama russa" envolve relação entre EUA e Rússia

A Justiça russa ordenou neste sábado a prisão preventiva da bielorrussa Nastya Rybka (cujo nome real é Anastasia Vashukevich), que há um ano pediu asilo político nos Estados Unidos em troca de informações sobre a chamada "trama russa".

Rybka, que é acusada de prostituição, crime punido na Rússia com seis anos de reclusão, terá que permanecer na prisão durante 72 horas, segundo informou o tribunal encarregado do caso.

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A bielorrussa, que foi detida na quinta-feira no aeroporto de Sheremetievo, aonde chegou após ser deportada pelas autoridades da Tailândia, negou neste sábado ser culpada.

Ela garantiu não ter a intenção de revelar informações "comprometedoras" sobre o oligarca russo Oleg Deripaska - atualmente alvo de sanções dos EUA -, o qual relacionou há um ano com a suposta ingerência russa nas eleições presidenciais americanas.

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"Já me cansei", disse Rybka, que o líder opositor russo Alexei Navalny acusou abertamente em tweet ontem de se dedicar à prostituição.

As autoridades tailandesas acusaram Rybka de oferecer serviços sexuais ilegais, motivo pelo qual ficou nove meses reclusa em uma prisão do país asiático junto a vários cidadãos russos e bielorrussos.

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A bielorrussa viajou para a Tailândia em fevereiro de 2018, após que Navalny divulgar os resultados de uma investigação anticorrupção na qual mencionava a conexão de Deripaska com a chamada "trama russa" através de Paul Manafort, ex-chefe de campanha do presidente dos EUA, Donald Trump.

O vídeo incluía imagens de outra gravação, divulgada inicialmente no Instagram de Rybka, que mostrava Deripaska e Sergei Prikhodko, vice-primeiro-ministro e ex-assessor principal de Relações Internacionais do Kremlin, navegando pelas águas norueguesas em um iate em companhia da detida.

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Uma vez detida pelas autoridades tailandesas por ministrar um "curso sexual", ela pediu asilo político nos EUA e ofereceu aos veículos de imprensa americanos informações sobre a suposta relação dos russos com "Manafort, Trump e todos os escândalos em torno das eleições dos Estados Unidos".

O jornal "The New York Times" informou então que o Departamento de Justiça e o FBI tentaram, entre 2014 e 2016, que Deripaska fosse informante do governo em uma tentativa de obter informações sobre o crime organizado na Rússia e depois da interferência eleitoral, mas ele teria recusado a oferta

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