Rússia quer usar diplomacia para conquistar o que não conseguiu na guerra, diz analista
Volodymyr Zelensky confirmou uma nova rodada de negociações com a intermediação dos EUA para esta semana
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Apesar da continuidade de ofensivas russas, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou uma nova rodada de negociações com Estados Unidos e a Rússia. O encontro deve acontecer entre quarta e quinta-feira (4 e 5, respectivamente) em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, e busca firmar um acordo de paz para a guerra.
Segundo Zelensky, Kiev está pronta para uma discussão substancial, além do interesse em garantir que a reunião aproxime os dois países de um fim real do conflito. Já o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que as negociações estavam previstas para o último domingo (1º), mas ainda era preciso uma coordenação adicional entre as partes.

Para Uriã Fancelli, analista de relações internacionais, ainda é cedo para se afirmar que há um encaminhamento para o fim da guerra. Segundo ele, a Rússia está se vendendo para todos como um país aberto a negociação, mas que “o objetivo real é usar a diplomacia para conquistar aquilo que ela não conseguiu plenamente na guerra, que é o controle total de Oblast e Donetsk”.
Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (2), o analista avalia que o resultado provável das negociações seja apenas um acordo de pausa nos ataques, seguido de novas discussões sobre assuntos mais profundos, como o domínio de territórios. Ele aponta o histórico de intransigência russo como um dos motivos para reforçar esse posicionamento.
“Eu acho que dessas conversas, talvez algo mais específico, como possível cessar-fogo, como uma possível pausa, por exemplo, da Ucrânia, ela de repente parar de atacar aquelas indústrias russas, de refinarias russas. Ou a Rússia parar, pelo menos por enquanto, de atacar o setor energético ucraniano, a infraestrutura energética ucraniana”, completa.
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