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Rússia quer usar diplomacia para conquistar o que não conseguiu na guerra, diz analista

Volodymyr Zelensky confirmou uma nova rodada de negociações com a intermediação dos EUA para esta semana

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Volodymyr Zelensky anunciou nova rodada de negociações com a Rússia mediadas pelos EUA, marcada para 4 e 5 de outubro em Abu Dhabi.
  • Zelensky destaca que Kiev está aberta a discussões substanciais visando o fim do conflito.
  • Analista Uriã Fancelli acredita que a Rússia busca usar a diplomacia para obter controle total de Oblast e Donetsk, após falhas na guerra.
  • As negociações podem resultar apenas em uma pausa nos ataques, sem resolver questões territoriais mais profundas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Apesar da continuidade de ofensivas russas, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou uma nova rodada de negociações com Estados Unidos e a Rússia. O encontro deve acontecer entre quarta e quinta-feira (4 e 5, respectivamente) em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, e busca firmar um acordo de paz para a guerra.

Segundo Zelensky, Kiev está pronta para uma discussão substancial, além do interesse em garantir que a reunião aproxime os dois países de um fim real do conflito. Já o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que as negociações estavam previstas para o último domingo (1º), mas ainda era preciso uma coordenação adicional entre as partes.


Negociações entre Rússia e Ucrânia só devem pausar os ataques em um primeiro momento Reprodução/Record News

Para Uriã Fancelli, analista de relações internacionais, ainda é cedo para se afirmar que há um encaminhamento para o fim da guerra. Segundo ele, a Rússia está se vendendo para todos como um país aberto a negociação, mas que “o objetivo real é usar a diplomacia para conquistar aquilo que ela não conseguiu plenamente na guerra, que é o controle total de Oblast e Donetsk”.

Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (2), o analista avalia que o resultado provável das negociações seja apenas um acordo de pausa nos ataques, seguido de novas discussões sobre assuntos mais profundos, como o domínio de territórios. Ele aponta o histórico de intransigência russo como um dos motivos para reforçar esse posicionamento.


“Eu acho que dessas conversas, talvez algo mais específico, como possível cessar-fogo, como uma possível pausa, por exemplo, da Ucrânia, ela de repente parar de atacar aquelas indústrias russas, de refinarias russas. Ou a Rússia parar, pelo menos por enquanto, de atacar o setor energético ucraniano, a infraestrutura energética ucraniana”, completa.

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