Internacional Rússia: semana de folga acaba em recorde de casos e óbitos de Covid

Rússia: semana de folga acaba em recorde de casos e óbitos de Covid

País registrou 39.400 novos casos e 1.190 mortes em decorrência do vírus nas últimas 24 horas

AFP
Passageiros caminham ao longo de uma plataforma de uma estação de metrô, em Moscou

Passageiros caminham ao longo de uma plataforma de uma estação de metrô, em Moscou

Evgenia Novozhenina/Reuters - 08.11.2021

A Rússia retomou a vida normal nesta segunda-feira (8), após uma semana de folga decretada pelas autoridades para tentar conter a propagação do novo coronavírus, mas o país registrou recordes de infecções e mortes no período. 

O presidente Vladimir Putin impôs férias de 30 de outubro a 7 de novembro para conter os casos de Covid-19 no país, o mais atingido pela pandemia na Europa.

Em Moscou, como em grande parte das demais cidades russas, essa medida levou ao fechamento de cafés e restaurantes, centros esportivos, salões de beleza e lojas não essenciais. 

A maioria das regiões decidiu não prolongar as restrições, e apenas algumas, como Novgorod (noroeste) e Tomsk (Sibéria), optaram por estendê-las por uma semana. 

No sábado (6), o país registrou outro recorde de infecções diárias, com 41.335 novos casos em 24 horas. Na quinta-feira (4), em pleno feriado prolongado, estabeleceu-se o recorde de óbitos diários: 1.195.

As autoridades russas anunciaram nesta segunda-feira (8) 39.400 novos casos e 1.190 mortes nas últimas 24 horas. 

A rápida disseminação do vírus se deve, em parte, ao baixo nível de vacinação da população, muito relutante em se proteger com os imunizantes locais.

Embora a Rússia tenha várias vacinas desenvolvidas em seus laboratórios, apenas 34% dos 144 milhões de russos estão totalmente imunizados, de acordo com estatísticas oficiais. Desde o início da pandemia, o país registrou 8.834.495 casos de Covid-19 e 248.004 mortes.

De acordo com a agência de estatísticas Rosstat, que trabalha com uma definição mais ampla das mortes ligadas ao vírus, o balanço total era de quase 450 mil mortes até o fim de setembro.

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