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Rússia vê ato hostil em medida dos EUA para armar melhor rebeldes da Síria

Internacional|Do R7

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Por Andrew Osborn

MOSCOU (Reuters) - A Rússia disse nesta terça-feira que a decisão dos Estados Unidos de amenizar restrições para armar os rebeldes sírios abriu caminho para a entrega de mísseis antiaéreos portáteis – uma medida que, segundo Moscou, irá ameaçar diretamente suas forças na Síria.

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No ano passado a Rússia iniciou uma campanha de ataques aéreos na Síria para ajudar o presidente sírio, Bashar al-Assad, e seus aliados a reconquistarem territórios perdidos para os rebeldes, alguns dos quais são apoiados por Washington.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russa, Maria Zakharova, disse que a mudança de abordagem, que suaviza as restrições a suprimentos de armas, foi exposta em um novo projeto de lei de gastos de defesa dos EUA e que Moscou encarou o gesto como um ato hostil.

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O presidente norte-americano, Barack Obama, um crítico contundente na intervenção russa na Síria, sancionou o projeto anual de defesa na semana passada.

"Washington depositou suas fichas no suprimento de ajuda militar a forças antigoverno que não diferem muito de cortadores de cabeça sedentos de sangue. Agora, a possibilidade de supri-los com armas, inclusive complexos móveis antiartilharia, foi redigida neste novo projeto de lei", disse Zakharova em um comunicado.

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"Na gestão de B. Obama eles precisam entender que quaisquer armas entregues irão parar rapidamente nas mãos de jihadistas", acrescentou.

A decisão norte-americana é uma ameaça direta à Força Aérea russa, a outros militares russos e à embaixada russa em Damasco, afirmou Zakharova. "Nós, portanto, vemos a medida como um ato hostil".

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Zakharova acusou o governo Obama de tentar "colocar uma mina" na gestão do próximo presidente eleito, Donald Trump, ao tentar fazer com que esta continue o que classificou como "linha antirrussa" de Washington.

Nas últimas semanas o governo Obama ampliou a lista de russos afetados por sanções que impôs a Moscou por conta de suas ações na Ucrânia.

(Reportagem adicional de Peter Hobson em Moscou e Tom Perry em Beirute)

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