Sanções da UE afetam a Rússia, mas Ucrânia também precisa de ajuda militar, diz professor
Bloco europeu renovou as sanções até 2026; para especialista, apenas o envio de material bélico teria impacto efetivo no resultado da guerra
Internacional|Do R7
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O Conselho da União Europeia renovou, até 31 de julho de 2026, as sanções econômicas impostas contra a Rússia. As medidas restritivas do Bloco foram estendidas. As penalidades incluem restrições ao comércio, finanças, energia, tecnologia e bens de dupla utilização, indústria, transportes e bens de luxo. Fora isso, também está inclusa a proibição da importação ou transferência marítima de petróleo bruto e de certos produtos petrolíferos da Rússia para a UE. Ainda assim, tais sanções possuem um “efeito limitado” sobre o fim da guerra.
Quem fez essa última declaração foi o pesquisador de Harvard e professor de relações internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense), Vitelio Brustolin, que opinou em entrevista ao Conexão Record News desta terça (23): “Se a Europa e os Estados Unidos quisessem realmente a Ucrânia como vencedora da guerra, além de fazerem essas sanções, eles armariam mais a Ucrânia”. Mesmo com essa visão, Brustolin acredita que as penalidades podem trazer danos à sociedade russa.

Ele lembra que Putin tem investido mais de 40% do orçamento federal no esforço de guerra: “O custo para a Rússia tem sido bastante efetivo, e para a Ucrânia também. Mas a Ucrânia não tem escolha, porque se ela não defender o seu território, ela deixa de existir como país”. Fora isso, a Rússia já teve 1,1 milhão de baixas, de acordo com dados fornecidos pelo Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais (IEEI). Com todos esses mortos, o exército conseguiu conquistar somente 20% do território ucraniano.
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À medida em que a guerra vai se prolongando, piores serão as sanções europeias, que visam afetar Putin a longo prazo. O pesquisador aponta que o próprio ministro da economia do país já está disse que a Rússia está entrando em recessão e que o maior mercado atual que mais movimenta dinheiro é a indústria bélica “Isso não é sustentável. Nenhum país do mundo sustenta a sua economia dessa forma. E parece muito com o que a Alemanha nazista fez na década de 30, se preparando para a Segunda Guerra Mundial.”
Ele explora a comparação feita com a Alemanha e explica que há chances de a guerra acabar por uma eventual falência do governo russo. Brustolin conclui ao analisar que embora Putin tenha entrado na guerra visando uma maior soberania para o país, ele acabou por deixá-lo ainda mais dependente da China e fez com que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) expandisse seu domínio, com a entrada da Finlândia e Suécia.
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