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Secretário de Trump diz que paz na Ucrânia vai depender ‘do que os ucranianos puderem tolerar’

Putin concordou em permitir que EUA e aliados europeus ofereçam à Ucrânia garantia de segurança

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Steve Witkoff, enviado dos EUA, anunciou que Putin concordou em permitir garantias de segurança para a Ucrânia.
  • A Ucrânia busca uma proteção semelhante ao Artigo 5 da OTAN, mas sua adesão à aliança não está em discussão.
  • O compromisso da Rússia de não buscar mais territórios na Ucrânia será discutido em reunião na segunda-feira entre Trump e Zelenski.
  • O Secretário de Estado, Marco Rubio, ressaltou que a paz exige concessões de ambos os lados e alertou sobre possíveis consequências se não houver cessar-fogo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Witkoff detalhou que as partes concordaram com 'garantias de segurança robustas' Divulgação/U.S. Embassy Jerusalem - 13.05.2025

O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, afirmou neste domingo 17, que o líder russo, Vladimir Putin, concordou durante reunião com Donald Trump em permitir que os Estados Unidos e aliados europeus ofereçam à Ucrânia uma garantia de segurança semelhante ao mandato coletivo de defesa da OTAN, como parte de um eventual acordo para encerrar a guerra.

“Conseguimos obter a seguinte concessão: que os Estados Unidos pudessem oferecer proteção semelhante à do Artigo 5, que é uma das verdadeiras razões pelas quais a Ucrânia quer fazer parte da OTAN”, disse à CNN. Segundo ele, foi a primeira vez que ouviu Putin concordar com isso. Por outro lado, a entrada do país na OTAN fica fora de discussão. “A discussão supõe que os ucranianos possam concordar com isso e conviver com isso, e tudo vai girar em torno do que os ucranianos puderem tolerar”, afirmou.

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Witkoff detalhou que as duas partes concordaram com “garantias de segurança robustas que eu descreveria como revolucionárias”. Ele acrescentou que a Rússia afirmou que assumiria um compromisso legislativo de não buscar territórios adicionais na Ucrânia, mas que Donetsk ainda está em discussão, e que o caso seria detalhado na reunião desta segunda-feira, 18, que vai reunir Trump, o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, e liderança europeias em Washington.

Em entrevista à Fox News, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio ressaltou que haverá “consequências adicionais”, como Trump havia alertado antes de se reunir com Putin, caso não fosse alcançado um cessar-fogo.

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“Podemos chegar a esse ponto, infelizmente, se a paz não for possível, mas estamos tentando evitar. Queremos dar todas as oportunidades possíveis para que os russos digam sim a algo com o qual a Ucrânia possa viver”.

“Ambos os lados estão bastante entrincheirados. Você sabe, não temos sanções contra a Ucrânia. Temos sanções contra a Rússia. Não fornecemos armas para a Rússia. Fornecemos armas e assistência para a Ucrânia. Então, os EUA já fizeram muito em relação a isso”, completou à jornalista.

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Rubio disse ainda que o país tenta fazer com que haja um acordo mas que, para isso, os dois dados terão de fazer concessões. “Em uma negociação, um lado não tem tudo o que quer, isso não é um acordo de paz. Isso é uma rendição. E eu não acho que você verá rendição de nenhum dos lados tão cedo”, disse.

Com agências internacionais

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