Internacional Selfie com corpo levou brasileiro a confessar que esquartejou família

Selfie com corpo levou brasileiro a confessar que esquartejou família

Testemunha ouvida em julgamento contou como teve acesso a celular com todas as provas de que Patrick Nogueira matou quatro familiares

Selfie com corpo levou brasileiro a confessar que esquartejou família

Reprodução Facebook

Uma selfie ao lado do corpo do tio e conversas com um amigo via Whatsapp enquanto matava e esquartejava quatro parentes foram as principais provas que levaram o brasileiro François Patrick Nogueira Gouveia, 21, a confessar os crimes.

Na audiência desta sexta-feira (26), em um tribunal na cidade de Guadalajara foi ouvida uma das principais testemunhas do caso. Um adolescente brasileiro de 17 anos, identificado apenas como Victor, foi quem entregou os registros do crime à Polícia Federal no Brasil.

Ele recebeu, quase que por acaso, o telefone celular onde estavam registros de conversas que Patrick teve com um amigo, Marvin Correia, enquanto cometia os crimes que chocaram a Espanha, em 2016.

Assistência técnica

Victor trabalhava em uma assistência técnica, onde Marvin, deixou seu celular para consertar, alguns dias depois do crime, em 2016. Para dar um desconto no preço a Marvin, ele pediu o aparelho emprestado.

"Nosso combinado era que eu consertaria o celular por um preço menor e ele me emprestaria por alguns dias", relatou o brasileiro durante o depoimento.

De início, o adolescente disse que não encontrou os registros, mas notou que na lixeira do celular havia registros de imagens. Foi só quando ele instalou o Whatsapp no aparelho que ele conseguiu ver tudo.

"O aplicativo baixou todas as mensagens antigas. Foi quando vi e li tudo. Vi os corpos cortados, vi Patrick com o cadáver de um homem, li algumas conversas e entendi que meu amigo estava envolvido de alguma forma", explicou Victor.

Durante alguns dias, ele não soube o que fazer. Então conversou com uma amiga, que foi à Polícia Federal relatar o caso.

Susto em casa

Victor ainda levou um susto quando recebeu uma visita de Patrick, que havia voltado ao Brasil, e Marvin. No julgamento, ele contou que até hoje tem medo do jovem que matou seus familiares.

"Ele me perguntou se eu achava que ele teria cometido o crime e eu perguntei por que pensaria isso. Foi por medo mesmo, foi uma surpresa vê-los ali e eu tive receio que me fizessem alguma coisa porque eu tinha as provas", afirmou.

Confissão dos crimes

Com o registro do crime no celular, Patrick acabou confessando que matou e esquartejar o tio Marcos, 41, a tia Janaína Santos Américo, 40, e os dois filhos do casal, Maria Carolina, 4, e David, 1.

Em uma das mensagens que enviou a Marvin, Patrick ironizou as crianças, que estavam abraçadas e chorando enquanto ele matava a mãe delas. Em outra, dizia que 'mal podia esperar' para matar o tio, que chegou mais tarde.