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‘Sem a Europa, os Estados Unidos não conseguem competir com a China’, avalia especialista

Marco Rubio deve ter conversas com lideranças europeias para estreitar laços abalados com Washington

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Marco Rubio participa da Conferência de Segurança de Munique para melhorar as relações com a Europa.
  • As tensões transatlânticas estão em um momento decisivo devido a atitudes recentes dos EUA.
  • Especialista destaca que a colaboração entre EUA e Europa é vital para competir com a China.
  • A tarefa de Rubio de restaurar a confiança será desafiadora, apesar de algumas iniciativas já tomadas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com um cenário de escaladas de tensões mundiais, a Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, se iniciou nesta sexta-feira (13) e tem previsão de se encerrar no domingo (15). Com a delegação dos Estados Unidos representada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, a expectativa é que as discussões com outros líderes sejam menos conflituosas e mais focadas na segurança global.

Segundo Rubio, as relações transatlânticas enfrentam um momento decisivo em um mundo em “rápida transformação”. Ele ressalta que Washington está profundamente ligada à Europa, com a necessidade de uma conversa sobre como será o futuro entre os dois.


Marco Rubio está sentado em mesa ao de outras pessoas. Ele veste terno azul-marinho, camisa branca e gravata vermelha.
Marco Rubio é visto como um nome mais moderado no governo Trump Reprodução/Record News

Na análise de Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, a escolha do chefe da diplomacia americana é uma manobra para acalmar os ânimos entre americanos e europeus.

Ele explica que os EUA ficaram com a credibilidade abalada após as falas e atitudes recentes contra a Europa de Donald Trump, de seu vice, J. D. Vance, e de Pete Hegseth, secretário de Defesa do país.


Apesar de as ações serem vistas como um “tratamento de choque” para que o bloco se movimentasse e aumentasse os investimentos bélicos, o custo foi de um distanciamento com Washington. No entanto, Cabral menciona que os EUA necessitam da aliança com a Europa para a manutenção da liderança global e barrarem o avanço chinês.

“Eu posso dizer que sem a Europa os Estados Unidos não conseguem competir com a China. Eu digo isso para você sem errar. Agora foi bom tirar a Europa da zona de conforto porque os EUA hoje, e o Friedrich Merz [chanceler da Alemanha] deixou isso muito claro: ‘olha, os Estados Unidos não são a superpotência dominante como era aquele período unipolar passou’. Eles precisam da Europa, os EUA precisam da Europa, assim como a Europa precisa dos Estados Unidos”, completa.


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Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta, o especialista ilustra que neste cenário é que vem a importância de Rubio. Por ser considerado mais moderado, cabe ao americano tentar estreitar novamente os laços.

Porém, ele acredita que retomada da confiança e desses lados será uma missão difícil para o representante estadunidense, mesmo com acenos feitos nos últimos dias por parte dos EUA, como a passagem de comandos militares na Europa para lideranças de países da região, como Alemanha, Reino Unido e Itália.

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