Senado do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña; MP emite mandado de prisão
Foram 44 votos a favor da destituição de Peña do cargo, que perde o foro privilegiado
Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo e Reuters
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O Senado do Paraguai aprovou, nesta sexta-feira (6), o impeachment do presidente Santiago Peña, em meio à crise política provocada pelo escândalo envolvendo o Ueno Bank. Foram 44 votos a favor da saída de Peña do cargo. A instituição financeira sofreu intervenção do Banco Central após enfrentar problemas de solvência, deixando milhões de clientes sem acesso ao dinheiro e desencadeando protestos no país.
Além disso, de acordo com a Reuters, o Ministério Público do Paraguai emitiu um mandado de prisão contra o ex-presidente logo após o impeachment.
O vice Pedro Alliana, de 52 anos, assumirá como presidente do Paraguai.
Parlamentares questionam a fiscalização da instituição, a condução de sua intervenção e a destinação de recursos públicos depositados no banco.
Mais cedo, a equipe jurídica de Peña havia solicitado uma prorrogação de 72 horas para apresentar sua defesa, o que foi rejeitado pelo Senado. Peña chegou a apresentar sua renúncia na quinta-feira (5), mas ela não foi formalmente aceita, deixando o país em um limbo político. Segundo as acusações de impeachment, Peña cometeu conflitos de interesse, manipulou a supervisão regulatória, desviou fundos de previdência e participou de um encobrimento institucional envolvendo o Banco Central.
Veja Também

Internacional
‘Taxem os pobres’: filha de Peña causa polêmica com camiseta em meio à crise no Paraguai

Internacional
‘Era uma questão de tempo’, diz especialista sobre crise no setor bancário do Paraguai

Internacional
Paraguai: polícia apreende iate e aeronave ligados a empresário investigado em fraude bancária
A crise política se espalhou pelas ruas, com manifestantes retornando ao centro de Assunção na noite de quinta-feira, exigindo responsabilização pelo colapso do Ueno e uma indenização mais rápida para os depositantes cujas economias permanecem congeladas.
Alguns correntistas começaram a recuperar seu dinheiro na noite de quinta-feira.
As perspectivas de uma longa transição política também chamaram a atenção dos investidores e do Brasil, o maior parceiro econômico do Paraguai.
Embora os órgãos reguladores tenham procurado tranquilizar os mercados, garantindo a maior parte dos depósitos e contendo os riscos para o sistema financeiro como um todo, os investidores estão atentos para ver se a turbulência política abala a confiança nas instituições do Paraguai.
“Os protestos contra o congelamento das poupanças se intensificarão se a saída de Peña parecer garantir impunidade a ele ou se os pagamentos aos depositantes e aposentados forem paralisados”, disse Mariano Machado, analista-chefe para as Américas da Verisk Maplecroft.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp











