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Senado do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña; MP emite mandado de prisão

Foram 44 votos a favor da destituição de Peña do cargo, que perde o foro privilegiado

Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo e Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Senado do Paraguai aprovou o impeachment do presidente Santiago Peña com 44 votos a favor, em meio a uma crise política ligada ao escândalo do Ueno Bank.
  • O Banco Central interveio no Ueno Bank devido a problemas de solvência, afetando milhões de clientes e gerando protestos no país.
  • A equipe jurídica de Peña pediu mais tempo para defesa, mas o Senado rejeitou; Peña tentou renunciar, mas a renúncia não foi formalmente aceita.
  • Investidores e o Brasil estão atentos à situação política e econômica do Paraguai, enquanto protestos continuam exigindo soluções para os depositantes afetados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Santiago Peña perde o foro privilegiado com a decisão do Senado paraguaio César Olmedo/Reuters – 21.08.2024

O Senado do Paraguai aprovou, nesta sexta-feira (6), o impeachment do presidente Santiago Peña, em meio à crise política provocada pelo escândalo envolvendo o Ueno Bank. Foram 44 votos a favor da saída de Peña do cargo. A instituição financeira sofreu intervenção do Banco Central após enfrentar problemas de solvência, deixando milhões de clientes sem acesso ao dinheiro e desencadeando protestos no país.

Além disso, de acordo com a Reuters, o Ministério Público do Paraguai emitiu um mandado de prisão contra o ex-presidente logo após o impeachment.

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O vice Pedro Alliana, de 52 anos, assumirá como presidente do Paraguai.

Parlamentares questionam a fiscalização da instituição, a condução de sua intervenção e a destinação de recursos públicos depositados no banco.

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Mais cedo, a equipe jurídica de Peña havia solicitado uma prorrogação de 72 horas para apresentar sua defesa, o que foi rejeitado pelo Senado. Peña chegou a apresentar sua renúncia na quinta-feira (5), mas ela não foi formalmente aceita, deixando o país em um limbo político. Segundo as acusações de impeachment, Peña cometeu conflitos de interesse, manipulou a supervisão regulatória, desviou fundos de previdência e participou de um encobrimento institucional envolvendo o Banco Central.

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A crise política se espalhou pelas ruas, com manifestantes retornando ao centro de Assunção na noite de quinta-feira, exigindo responsabilização pelo colapso do Ueno e uma indenização mais rápida para os depositantes cujas economias permanecem congeladas.

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Alguns correntistas começaram a recuperar seu dinheiro na noite de quinta-feira.

As perspectivas de uma longa transição política também chamaram a atenção dos investidores e do Brasil, o maior parceiro econômico do Paraguai.

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Embora os órgãos reguladores tenham procurado tranquilizar os mercados, garantindo a maior parte dos depósitos e contendo os riscos para o sistema financeiro como um todo, os investidores estão atentos para ver se a turbulência política abala a confiança nas instituições do Paraguai.

“Os protestos contra o congelamento das poupanças se intensificarão se a saída de Peña parecer garantir impunidade a ele ou se os pagamentos aos depositantes e aposentados forem paralisados”, disse Mariano Machado, analista-chefe para as Américas da Verisk Maplecroft.

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