Serviço de inteligência da Coreia do Sul desmente rumores sobre morte de Kim Jong-un
Especulações apontavam que ditador norte-coreano teria sofrido hemorragia cerebral e se espalharam pelas redes sociais
Internacional|Do R7
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O serviço de inteligência da Coreia do Sul desmentiu os rumores envolvendo a suposta morte do ditador norte-coreano Kim Jong-un. As especulações, que ganharam força nas redes sociais no início desta semana, diziam que ele teria sofrido uma hemorragia cerebral, entrado em coma e morrido. Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (23), não foram apresentadas evidências que sustentem essas versões.
A avaliação foi comunicada pelo Serviço Nacional de Inteligência (NIS) a integrantes da Comissão de Inteligência da Assembleia Nacional sul-coreana, durante uma reunião a portas fechadas, destacou a agência Yonhap News. As informações foram relatadas por fontes que participaram do encontro, segundo a agência de notícias sul-coreana.
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As alegações sobre o estado de saúde de Kim também foram reproduzidas por veículos de comunicação estrangeiros. Até o momento, porém, não há confirmação oficial que respalde os relatos de que o dirigente teria morrido.
Embora a imprensa estatal da Coreia do Norte não tenha respondido diretamente aos rumores, divulgou informações sobre compromissos recentes do líder. Na terça-feira (20), os veículos oficiais noticiaram que Kim visitou, no dia anterior, uma exposição de roupas e calçados na capital, Pyongyang. Imagens publicadas pela mídia estatal mostram o dirigente acompanhado da filha, Ju-ae.
Kim Jong-un estaria com peso superior a 140 quilos
Em uma apresentação feita a parlamentares no fim de setembro, o NIS informou que Kim Jong-un, cujo peso seria superior a 140 quilos, apresenta risco elevado de doenças cardiovasculares em razão da obesidade. Na ocasião, entretanto, a agência sul-coreana não identificou sinais relevantes de deterioração de sua saúde.
Segundo os dados apresentados, o líder norte-coreano mantinha a capacidade de realizar atividades físicas sem dificuldades aparentes. Entre os exemplos citados estava uma inspeção a um destróier, durante a qual ele teria subido escadas correndo. A agência também mencionou que Kim conta com uma equipe médica dedicada ao acompanhamento de sua condição física.
A reunião desta sexta-feira abordou ainda questões relacionadas à segurança na fronteira entre as duas Coreias. De acordo com os participantes, Kim Yo-jong, irmã do dirigente e integrante de alto escalão do Partido dos Trabalhadores da Coreia, inspecionou obras de fortificação na região ao lado de Pak Jong-chon, conselheiro do Ministério da Defesa norte-coreano.
Desde abril de 2024, Pyongyang intensifica a construção de estruturas defensivas na fronteira com a Coreia do Sul. A medida ocorre após Kim Jong-un passar a descrever as duas nações como Estados hostis entre si, abandonando a perspectiva de reunificação como objetivo das relações bilaterais.
Kim Yo-jong também elevou o tom contra Seul ao ameaçar a retomada, em questão de dias, de transmissões de propaganda por alto-falantes direcionadas ao território sul-coreano. Ela advertiu para a possibilidade de uma situação que classificou como angustiante, em meio às divergências relacionadas às obras na fronteira.
O Serviço Nacional de Inteligência sul-coreano deverá prestar novos esclarecimentos durante uma auditoria parlamentar prevista para quinta-feira (29).
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