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Shahed: como drone usado por Irã, Rússia e EUA remodela a guerra moderna

Além do baixo custo de produção, modelo se destaca pela dificuldade de ser neutralizado em larga escala

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O drone Shahed, fabricado no Irã, é considerado uma arma fundamental nas guerras modernas devido ao seu baixo custo.
  • O uso do Shahed se destaca na guerra da Rússia contra a Ucrânia, onde o modelo foi adaptado para novos desenvolvimentos militares.
  • Os Estados Unidos estão se inspirando na tecnologia dos drones iranianos, criando sistemas similares para suas operações.
  • A Ucrânia tem desenvolvido estratégias de defesa eficazes, conseguindo interceptar até 90% dos drones Shahed lançados pela Rússia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Primeiro uso dos drones Shahed foi contra a Arábia Saudita em 2019 Reprodução/Telegram/Governo do Irã

O drone Shahed, fabricado no Irã, se tornou uma arma fundamental nas guerras modernas. O equipamento de baixo custo já é, inclusive, adotado pelas forças armadas de outros países, incluindo a Rússia na guerra contra a Ucrânia.

Além do preço menor, drones desse modelo são difíceis de neutralizar em larga escala, especialmente em ataques com mísseis, um tipo de ameaça cujo avanço tecnológico vem alterando de forma significativa os cálculos de custo e as estratégias de defesa em tempos de guerra.


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O primeiro uso dos drones Shahed foi contra a Arábia Saudita em 2019, quando o país culpou os terroristas Houthi por um ataque a instalações petrolíferas. Desde então, o Irã tem usado os drones no Oriente Médio, inclusive para atacar forças americanas no conflito mais recente.

Os drones também assumiram uma importância notável na guerra na Ucrânia, quando a Rússia passou a adotá-lo. Na época, o Irã forneceu ao país os modelos Shahed-131 e Shahed-136. A troca de tecnologia fez com que a Rússia abrisse caminho para desenvolver o seu próprio drone, chamado de Geran, e que é inspirado no iraniano.


O uso desses drones pelo Kremlin vem aumentando nos últimos anos, a ponto do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmar em janeiro que o adversário já produzia cerca de 500 unidades por dia.

Os Estados Unidos, por sua vez, também têm buscado referências na tecnologia iraniana para desenvolver novos armamentos. No sábado (28), o governo americano realizou um ataque contra o Irã utilizando o drone LUCAS (Sistema de Ataque de Combate Não Tripulado de Baixo Custo), que opera de maneira bastante semelhante aos drones Shahed.


O Comando Central dos EUA chegou a reconhecer a semelhança com os Shaheds. “Drones de baixo custo, modelados a partir dos drones Shahed do Irã, estão agora realizando retaliação de fabricação americana”, afirmou o órgão em comunicado.

Problema para as forças armadas

Os drones Shahed representam uma nova ameaça para as forças armadas já que, por conta do baixo custo, podem ser disparados em número muito maior do que mísseis e destruírem armamentos muito mais caros.


Nem todos os drones alcançam seus alvos e, em geral, são mais fáceis de interceptar do que mísseis balísticos. Essa vulnerabilidade, porém, já é considerada em seu projeto: parte deles consegue atravessar as defesas, gerar pressão psicológica e obrigar o adversário a empregar interceptores de alto custo.

Quando conseguem atingir os alvos, no entanto, têm alta capacidade destrutiva. Segundo o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, militares americanos foram mortos após uma arma iraniana desse tipo atravessar os sistemas de proteção. Ainda segundo Hegseth, a maioria dos ataques é interceptada, mas nem todos.

Os EUA têm sistemas sofisticados de defesa aérea, mas depender de interceptores caros contra um grande volume de drones baratos levanta questões dentro do governo americano sobre a sustentabilidade a longo prazo.

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