Sisi pede ao primeiro-ministro demissionário formar novo governo no Egito
Internacional|Do R7
Cairo, 9 jun (EFE).- O presidente do Egito, Abdul Fatah al Sisi, encomendou ao primeiro-ministro do país, Ibrahim Mehleb, que renunciou nesta segunda-feira, a formação de um novo gabinete, minutos depois que o mesmo apresentou sua renúncia, informaram à Agência Efe fontes da presidência. O Executivo de Mehleb anunciou nesta manhã sua renúncia ao novo presidente egípcio, que, após vencer as eleições com 96,91%, assumiu ontem a chefia do Estado. Os veículos de imprensa davam como certa a continuidade de Mehleb, que foi nomeado em fevereiro passado, pelo menos até a realização das eleições legislativas, cuja data ainda está por determinar. Em sua carta de renúncia, o governo assegurou ter feito "todo o possível para cumprir as missões encomendadas em circunstâncias muito complicadas, já que as reivindicações sociais aumentaram de forma alarmante". "Trabalhamos para tranquilizar (os protestos) e absorver as ondas de ira dos operários e retomar a produção em fábricas e cooperativas", explicou o gabinete. Na opinião dos analistas, um dos maiores desafios que Sisi enfrentará como presidente é reativar uma economia imersa em uma profunda crise, e que conseguiu se manter flutuando graças às generosas contribuições dos países do Golfo Pérsico. Sisi foi eleito líder do país nas eleições presidenciais realizadas no final de maio, quando obteve o apoio de 97% dos votos, frente aos 3% obtidos por seu único rival, o esquerdista Hamdin Sabahi. Mehleb é considerado um tecnocrata experiente em uma das maiores construtoras do Oriente Médio e nos corredores do poder do antigo regime de Hosni Mubarak (1981-2011). Nascido em 1949, o engenheiro dirigiu durante 11 anos (2001-2012) a companhia estatal egípcia Arab Contractors, uma das mais importantes e antigas do Oriente Médio e África. Com o cargo de presidente no conselho diretor da construtora, entrou nos círculos do governo e chegou a ser membro da Comissão Política do Partido Nacional Democrático (PND) de Mubarak, dissolvido após a revolução de 2011. EFE er-mf/tr









