Internacional Sobrevivente de voo da Chape sai vivo de outro acidente na Bolívia

Sobrevivente de voo da Chape sai vivo de outro acidente na Bolívia

Erwin Tumiri, mecânico de aviões, estava em um ônibus que capotou na madrugada desta terça-feira, matando 21 pessoas

  • Internacional | Fábio Fleury, do R7

O ônibus despencou em um barranco de 150 metros perto de Cochabamba

O ônibus despencou em um barranco de 150 metros perto de Cochabamba

Divulgação via EFE - 2.3.2021

O mecânico de aviões boliviano Erwin Tumiri foi uma das seis pessoas que sobreviveram ao acidente aéreo com o time da Chapecoense em novembro de 2016, perto da cidade de La Unión, na Colômbia. Na madrugada desta terça-feira (2), ele voltou a sobreviver a um grave acidente com dezenas de mortos, desta vez em seu país natal.

Leia também: Estudantes morrem após caírem do 4º andar em universidade da Bolívia

Ele era um dos ocupantes de um ônibus que saiu da estrada e caiu em um barranco em uma estrada na região de Cochabamba, no centro da Bolívia. O veículo levava 45 passageiros e caiu de uma altura de 150 metros, deixando pelo menos 21 mortos e outros 24 feridos.

Erwin foi um dos primeiros sobreviventes a ter alta
 em 2016

Erwin foi um dos primeiros sobreviventes a ter alta em 2016

Jorge Abrego / EFE - 6.12.2016

A irmã de Erwin, Lucía Tumiri, confirmou ao jornal Los Tiempos, de Cochabamba, que falou com ele após o acidente e que ele "está estável e mais uma vez se salvou". Segundo a família, Erwin tem apenas ferimentos no joelho e no ombro, e segue internado em um hospital da região.

"Falei com ele e ele disse que está bem. Estava muito preocupada com ele, agora estou feliz", disse Lucía.

Estradas perigosas

Os registros de acidentes rodoviários não foram tão frequentes na Bolívia durante o ano passado devido a restrições de viagem devido à pandemia covid-19.

Em circunstâncias normais, os acidentes nas estradas bolivianas causam cerca de 1.400 mortes e 40.000 feridos a cada ano, de acordo com dados oficiais.

Relatório da Polícia Boliviana alerta que grande parte desses eventos se deve a "falhas humanas" que podem ser evitadas. 

Últimas