Internacional Sobreviventes de ataques recentes nos EUA pedem proibição de fuzis de assalto

Sobreviventes de ataques recentes nos EUA pedem proibição de fuzis de assalto

Impedimento do uso das armas expirou em 2004 e não foi renovado, o que disparou a venda dos itens desde então

AFP
Resumindo a Notícia
  • Em 1994, o Congresso aprovou uma proibição de 10 anos aos fuzis de assalto

  • Após ataque em Uvalde, Biden pediu que os congressistas voltem a proibir os itens

  • Republicanos consideram que tal restrição vai contra o direito constitucional a portar armas

Kimberly e Felix Rubio eram pais de Lexi, uma das vítimas do massacre de Uvalde

Kimberly e Felix Rubio eram pais de Lexi, uma das vítimas do massacre de Uvalde

Kevin Dietsch/Getty Images North America/Getty Images via AFP - 13.7.2022

Sobreviventes e familiares de mortos em ataques a tiros recentes nos Estados Unidos se reuniram nesta quarta-feira (13) em frente ao Capitólio para pedir a proibição de fuzis de assalto, utilizados nesses massacres.

"Quero que imaginem meu rosto e o do meu marido quando lemos o atestado de óbito de nossa filha", disse, entre lágrimas, Kimberly Rubio, mãe de Lexi, morta em 24 de maio em um ataque a uma escola do ensino fundamental de Uvalde, no Texas.

No ataque, realizado por um jovem armado com um fuzil militar semiautomático, morreram 19 crianças e dois professores.

"Há uma questão que deveria estar em sua mente", disse Rubio sobre os congressistas americanos. "Como seria se o agressor não tivesse acesso a um fuzil de assalto?"

Um vídeo publicado na última terça-feira (12) mostra o atirador entrando tranquilamente na escola Robb, antes de se dirigir a duas salas e atirar. Nas imagens, policiais permanecem nos corredores durante mais de uma hora até que finalmente entram e matam o autor do massacre.

O vídeo indignou os pais das crianças que morreram no ataque.

"Nosso país tem um problema, um grande problema", disse Abby Brosio, que sobreviveu ao ataque a tiros em Highland Park, nos arredores de Chicago, em 4 de julho.

Nesse caso, um homem armado com um fuzil semiautomático disparou de um telhado durante o desfile do Dia da Independência. Sete pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas.

Em 1994, o Congresso aprovou a proibição dos fuzis de assalto e alguns carregadores de alta capacidade por 10 anos. A proibição expirou em 2004 e não foi renovada, o que disparou a venda dessas armas desde então.

Após o ataque em Uvalde, o presidente Joe Biden pediu aos congressistas que voltem a proibir os fuzis de assalto ou ao menos elevem a idade mínima de 18 para 21 anos para sua aquisição.

No entanto, os republicanos se negaram a aceitar a proposta de Biden porque consideram que tal restrição vai contra o direito constitucional a portar armas.

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