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Soldado dos EUA condenada no caso WikiLeaks diz que não é pacifista

Internacional|Do R7

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WASHINGTON, 10 Out (Reuters) - Chelsea Manning, a soldado dos Estados Unidos presa pelo maior vazamento de dados secretos na história do país, disse estar descontente pelo fato de ser apontada como uma objetora de consciência e pacifista.

Em comunicado enviado ao jornal britânico The Guardian, a soldado, conhecida formalmente como Bradley Manning, afirmou que não vazou os mais de 700 mil arquivos secretos ao site WikiLeaks, defensor da transparência de dados, por ter o pacifismo como motivação.

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"Da minha perspectiva, pelo menos, não está terrivelmente claro para mim que minhas ações foram explicitamente adotadas pela 'paz'", disse Manning em rexto publicado pelo Guardian na quarta-feira.

"Eu não me considero uma 'pacifista', 'antiguerra' ou (especialmente) uma 'objetora de consciência'", escreveu, acrescentando não se ver como "defensora da transparência".

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Manning, de 25 anos, estava comentando o prêmio Sean MacBride, que lhe foi concedido no mês passado pelo Bureau Internacional da Paz, uma entidade pró-desarmamento, com sede em Genebra. O Bureau premiou Manning por expor crimes de guerra como um ato de consciência.

O prêmio foi recebido em seu nome por Ann Wright, uma coronel reformada do Exército dos EUA e ativista pela paz. Ao aceitá-lo, Ann disse que Manning estava "profundamente emocionada" pelo fato de o prêmio ter reconhecido "suas ações como ações pela paz", observou o Guardian.

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Os comentários de Manning foram os primeiros divulgados publicamente desde sua condenação por uma corte marcial a 35 anos em prisão militar.

No comunicado, ela diz não se recordar de ter recebido o prêmio, mas o advogado dela, David Coombs, afirmou posteriormente em seu blog, na quarta-feira, ter lembrado a Manning que os dois haviam conversado sobre o assunto em três ocasiões.

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Um dia depois de sentenciada, Manning declarou num comunicado que é uma mulher e queria ser chamada de Chelsea. A soldado entrou com um pedido sem precedentes para obter tratamento com hormônios femininos na prisão.

(Reportagem de Ian Simpson)

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