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Soldados israelenses matam juiz palestino em posto da fronteira com a Jordânia

Internacional|Do R7

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JERUSALÉM, 10 Mar (Reuters) - Soldados israelenses mataram nesta segunda-feira a tiros um juiz palestino que trabalhava na Jordânia, em meio a uma discussão em um posto de passagem na fronteira entre a Jordânia e a Cisjordânia, território ocupado por Israel, disseram autoridades palestinas.

O Exército israelense afirmou que o homem tentou agarrar a arma de um soldado na ponte Allenby, sobre o rio Jordão, e que por isso os soldados atiraram nele.

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A Autoridade Palestina, na cidade de Ramallah, Cisjordânia, condenou o que chamou de "tiro à queima-roupa" por parte das tropas israelenses. Os palestinos e a Jordânia exigiram uma investigação.

Um comunicado do gabinete do primeiro-ministro palestino Rami al-Hamdallah identificou o homem como Raed Alaa el-Deen Za'eiter, 38, um juiz nascido na Cisjordânia e atualmente trabalhando na Jordânia.

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Um oficial militar israelense disse que o Exército estava verificando as informações sobre a identidade do homem.

O chanceler jordaniano, Nasser Judeh, se encontrou com um diplomata israelense em Amã após o incidente e condenou a morte a tiros do palestino, segundo a agência estatal de notícias da Jordânia, a Petra.

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Judeh pediu que Israel investigue o caso e informe a Jordânia sobre o resultado. Os dois países assinaram um tratado de paz em 1994.

Em um outro incidente, soldados israelenses mataram um palestino de 20 anos de idade na Cisjordânia.

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Os militares disseram que os soldados dispararam contra o homem, que tinha jogado pedras em um carro israelense e um ônibus, e que as circunstâncias estavam sendo investigadas. Parentes do homem disseram que ele tinha sido baleado enquanto cuidava das cabras de sua família perto de sua casa.

No mês passado, a Anistia Internacional publicou um relatório assinalando que as forças israelenses estavam usando violência excessiva na Cisjordânia, tendo matado dezenas de palestinos ao longo dos últimos três anos, o que grupo de defesa direitos humanos disse que poderia ser caracterizado como um crime de guerra.

O Exército de Israel rejeitou as críticas, dizendo que as forças de segurança tinham constatado um aumento substancial da violência por parte dos palestinos.

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