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Solução final de Israel para a guerra ‘é botar o Irã na Idade Média’, diz especialista

Com aumento das tensões, estruturas energéticas se tornaram alvos de bombardeios e fizeram cotação do petróleo chegar aos US$ 115

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A guerra no Oriente Médio atinge seu 20º dia, com aumento das tensões e ataques a estruturas energéticas iranianas.
  • O preço do petróleo Brent chega a US$ 115, impactando o abastecimento energético global.
  • Os líderes dos EUA e Israel consideram um ataque terrestre para destruir os estoques de urânio iraniano e desestabilizar o país.
  • Especialistas alertam que a luta por controle na região pode exigir um número significativo de tropas para garantir a passagem segura dos petroleiros.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com a chegada do 20º dia do conflito no Oriente Médio, os ataques crescentes às instalações de petróleo e gás têm pressionado a energia global. Nesta quinta-feira (19), o preço do barril tipo Brent, referência internacional, passou de US$ 115 (cerca de R$ 600 em conversão direta).

Para discutir medidas que reduzam o impacto no abastecimento energético, líderes da União Europeia se reúnem em Bruxelas, na Bélgica. Já o presidente americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, consideram um ataque terrestre para apreender ou destruir os estoques de urânio iraniano que poderiam ser utilizados na confecção de armas nucleares. Com isso, o objetivo dos dois líderes seria colocar um ponto final definitivo na guerra.


A imagem mostra Benjamin Netanyahu vestindo um terno escuro com camisa branca e gravata vermelha, posicionado diante de uma estante de madeira repleta de livros organizados em várias prateleiras. À esquerda, aparece uma bandeira branca e azul de Israel. Um pequeno laço amarelo está preso à lapela do traje. O ambiente é iluminado de forma uniforme, típico de um escritório ou sala institucional, com objetos de decoração distribuídos pelas prateleiras ao fundo.
Governos Netanyahu e Trump buscam um fim definitivo para o conflito contra o Irã Reprodução/Record News

Para Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, os Estados Unidos podem declarar vitória e sair do conflito quando analisarem que destruíram todas as estruturas militares do Irã. No entanto, ele ressalta que essa pode não ser a mesma visão de Israel, que mira em uma desestabilização também das bases civis, para causar possíveis levantes populares contra o regime.

“Não vou estranhar se daqui a duas, três semanas o Trump disser: ‘Olha, tá liberado, ganhamos a guerra, estamos nos retirando’, e entregar a munição para Israel. E Israel, sim, partir para o que eles chamam de solução final contra o Irã, que não é atacar com arma nuclear, é botar o Irã na Idade Média, destruir toda a infraestrutura civil: ponte, estrada, viaduto, tudo que pode dar a infraestrutura”, analisa.


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Com o ataque ao maior complexo de gás iraniano, o especialista aponta que a ação pode representar uma espécie de sinal para Teerã neste sentido, mas que pode provocar mais retaliações do país persa a parceiros americanos na região, como visto no Kuwait, Emirados Árabes e Arábia Saudita.

“O Irã não vai negociar, e toda vez que o Trump ameaçou ou deu um ultimato, que é a mesma coisa que ameaçar, o Irã dobrou a posta, o Irã foi para cima. E é isso que nós vimos nessa noite. E teve um ataque agora de manhã ao principal porto de exportação, de Yanbu, lá do outro lado, lá no Mar Vermelho. Isso é uma confusão danada, porque a Arábia Saudita, que está escoando petróleo e gás pelo Mar Vermelho e está ajudando o Kuwait a exportar também, vai ficar totalmente bloqueada”, frisa Cabral.

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