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‘Sou um prisioneiro de guerra’, diz Maduro à Justiça dos EUA

Em audiência de custódia, presidente venezuelano disse ser inocente

Internacional|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Nicolás Maduro defende sua inocência em audiência nos EUA, alegando ser um "prisioneiro de guerra".
  • Ele e sua esposa, Cilia Flores, foram presos após uma operação militar americana na Venezuela.
  • Maduro refuta acusações de narcoterrorismo e narcotráfico, afirmando que os EUA desejam controlar os recursos minerais da Venezuela.
  • Uma nova audiência foi marcada para o dia 17 de março, sem planos imediatos para solicitar liberdade sob fiança.

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Captured Venezuelan President Nicolas Maduro arrives at the Downtown Manhattan Heliport, as he heads towards the Daniel Patrick Moynihan United States Courthouse in Manhattan for an initial appearance to face U.S. federal charges including narco-terrorism, conspiracy, drug trafficking, money laundering and others in New York City, U.S., January 5, 2026. REUTERS/Eduardo Munoz BEST QUALITY AVAILABLE      TPX IMAGES OF THE DAY
Maduro participou de audiência de custódia nesta segunda Eduardo Munoz/Reuters - 5.1.2026

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, refutou, nesta segunda-feira (5), as acusações de envolvimento com narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado.

Durante sua audiência de custódia no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York, Maduro disse ser inocente, qualificando a si mesmo como um “prisioneiro de guerra” e um “homem decente”.


“Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente”, afirmou Maduro ao juiz Alvin Hellerstein, que conduziu a audiência de pouco mais de meia hora, realizada esta tarde. “Ainda sou presidente do meu país”, acrescentou o venezuelano após alegar que foi sequestrado por militares dos Estados Unidos.

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Durante a audiência, Maduro e sua mulher, a primeira-dama venezuelana Cilia Flores, foram oficialmente notificados das acusações feitas por autoridades americanas, que dizem que membros do governo venezuelano, como o ministro do Interior, Diosdado Cabello, se valeram de seus cargos para favorecer o “transporte de milhares de toneladas de cocaína para os Estados Unidos”, beneficiando-se da “corrupção alimentada” pelo narcotráfico.


Maduro e integrantes de sua equipe negam as acusações. Segundo Maduro, o real objetivo dos Estados Unidos, país presidido por Donald Trump, é se apoderar dos recursos minerais estratégicos venezuelanos.

A Venezuela é, hoje, a dona das maiores reservas de petróleo do mundo, além de deter grande quantidade de gás e ouro. Especialistas também questionam a falta de provas quanto ao envolvimento de lideranças venezuelanas com o tráfico de drogas, destacando que o país não é um produtor de cocaína.


O presidente venezuelano e sua mulher foram mantidos presos após a audiência de custódia. Os dois estão no Centro Metropolitano de Detenção, em Manhattan, desde que o líder chavista foi deposto e sequestrado por meio de uma operação militar que o governo americano realizou em território venezuelano, no último sábado (3), sem a autorização do Congresso dos EUA ou do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

O centro de detenção temporária fica a cerca de 8 quilômetros de distância do tribunal federal, aonde Maduro e Cilia chegaram sob um forte esquema de segurança.


Além de curiosos e jornalistas, dois grupos se aglomeraram do lado de fora do centro de detenção desde as primeiras horas da manhã: um favorável à manutenção da prisão do presidente venezuelano, e outro que pedia sua libertação.

Defesa

Por indicação da própria Justiça dos EUA, Maduro e Cilia foram acompanhados, durante a audiência, por um advogado local, David Wikstrom. Segundo o jornal New York Times, Maduro também será defendido pelo advogado Barry Pollack.

Wikstrom é um conhecido advogado criminalista que já atuou em casos que despertaram a atenção midiática, como o processo que resultou na condenação do ex-presidente de Honduras Juan Orlando Hernández, por acusações semelhantes às feitas contra Maduro (narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado).

Pollack tornou-se mundialmente conhecido ao assumir a defesa do fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, nas cortes dos EUA.

Após o fim da audiência de custódia, a defesa revelou que, no momento, não pretende pedir a libertação de Maduro e de Cilia sob fiança, mas que também não descarta fazê-lo posteriormente. O juiz federal Alvin Hellerstein marcou uma segunda audiência para o dia 17 de março.

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