Suprema Corte dos EUA rejeita recurso que evitaria execução de mentor do 11 de Setembro
Khalid Sheik Mohammed e outros dois acusados tentaram restabelecer acordos de confissão de culpa que evitariam a pena de morte
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (19) um recurso apresentado por Khalid Sheikh Mohammed — “mentor” dos atentados de 11 de Setembro — e outros dois acusados dos ataques, com o objetivo de restabelecer os acordos de confissão de culpa rescindidos pelo Departamento de Guerra em 2024 e que lhes teriam evitado enfrentar a pena de morte no julgamento marcado para 2028.
A Suprema Corte indeferiu o pedido do paquistanês Mohamed e de Mustafa al-Hauasi e Walid bin Atash, que buscavam contestar uma decisão de Lloyd Austin, então secretário de Guerra. Na ocasião, Austin rescindiu os acordos nos quais os três homens se declarariam culpados pelos ataques de 2001 — que deixaram cerca de 3.000 mortos na época — e seriam condenados à prisão perpétua.
A brigadeira-general aposentada Susan Escallier, nomeada por Austin para revisar e supervisionar as comissões militares responsáveis pelos casos na base norte-americana de Guantánamo, aprovou os acordos firmados pelos três acusados com a Promotoria Militar, embora, dias depois, o próprio Austin os tenha revogado.
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Um tribunal militar rejeitou essa decisão de Austin, alegando que ele não tinha autoridade para tal e que os acusados já haviam começado a cumprir sua parte do acordo, mas o Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Circuito do Distrito de Columbia decidiu, em agosto passado, a favor do governo, já sob a administração Trump, dando provimento ao recurso dos três homens.
A decisão desta segunda-feira da Suprema Corte, que não ofereceu nenhuma explicação a respeito, elimina assim um obstáculo para que Mohammed, preso em Guantánamo desde 2006, enfrente a pena capital perante um tribunal militar em 2028.
Washington havia afirmado que pediria a pena de morte para Mohammed, engenheiro paquistanês formado nos Estados Unidos, acusado de ter tido a ideia de sequestrar os aviões para os atentados.
Os promotores afirmaram que ele propôs a ideia a Osama bin Laden em 1996 e que, posteriormente, ajudou a treinar e comandar alguns dos sequestradores. Mohamed e Hausaui foram capturados no Paquistão em 2003 e mantidos em prisões da CIA até serem transferidos para Guantánamo em 2006.
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