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‘Surpresa vai ser se Trump tiver uma maioria republicana novamente’, diz professor

Conflito no Irã tem demonstrado fissuras dos Estados Unidos com aliados europeus e eleitores americanos

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Trump pediu ajuda de aliados para manter o Estreito de Ormuz aberto, importante rota de petróleo.
  • Aliados como Japão e Reino Unido não responderam devido à necessidade de autorização de seus parlamentos.
  • A relação entre Europa e Estados Unidos está deteriorada após as tarifas de Trump, impactando a confiança mútua.
  • Os impactos do conflito podem prejudicar a popularidade de Trump e afetar as eleições de meio de mandato, favorecendo os democratas.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou a países aliados ajuda para manter o Estreito de Ormuz aberto. A região, que é a principal rota marítima de transporte de cerca de 25% do petróleo mundial, está fechada pelo governo iraniano, que ataca embarcações que tentam navegar.

Apesar do pedido do líder americano, países como Itália, Alemanha e Grécia não responderam às expectativas estadunidenses e declinaram do convite. Com toda a tensão, o barril do petróleo chegou aos US$ 105 (cerca de R$ 551 em conversão direta).


A imagem mostra o presidente Donald Trump usando terno escuro e gravata, parado em um corredor estreito, sendo entrevistado. Um repórter segura dois celulares voltados para o presidente entrevistado. Há uma placa de “EXIT” ao fundo, indicando uma área interna.
Trump busca apoio de aliados para garantir a segurança de Ormuz Reprodução/Record News

Para Alexandre Coelho, coordenador da pós-graduação em políticas e relações internacionais da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, o cenário atual de falta de apoio pode ser um reflexo das relações Europa-Estados Unidos, que foram abaladas desde as tarifas de Trump.

Em entrevista ao Hora News desta segunda-feira (16), ele explica que essa relação, somada à posição europeia de se resguardar e não entrar no conflito por ora, mostra que tanto Washington como Tel Aviv estão isolados neste conflito. Além disso, por conta desse estremecimento nas relações, um possível encontro entre Trump e seu par chinês, Xi Jinping, não deve ocorrer em breve.


“As relações hoje entre Europa e Estados Unidos estão muito delicadas; elas não fluem mais como em 2024 ou antes do segundo mandato do Donald Trump. Ao longo de 2025, a relação foi se deteriorando e, no que eu posso dizer, de uma fissura da Organização [do Tratado do] Atlântico Norte. Não existe mais confiança entre Europa e Estados Unidos”, analisa.

Outro impacto do conflito destacado por Coelho é a alteração dos preços do petróleo no cenário mundial, sendo que alguns postos brasileiros já reajustam os valores de forma preventiva ao que pode vir no futuro.


No entanto, ele cita alguns pontos de benefício com a alteração das cotações, como a oportunidade do Brasil em vender mais combustível para países como Índia e China, além da Rússia, que viu as sanções americanas ao seu petróleo serem removidas até 11 de abril.

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A partir da situação da guerra, o professor também aponta que o conflito, não desejado pela população americana, pode gerar impactos negativos para o governo Trump, como os vistos na popularidade do político, que tem caído. Outros aspectos econômicos também podem afastar os eleitores do presidente, como problemas no custo de vida e aumento nos combustíveis.


“Tudo isso impactando negativamente na posição de Donald Trump nas eleições de meio de mandato. Ou seja, a gente pode ver aí, não digo mais a essa altura do campeonato, surpresa. Surpresa vai ser se Donald Trump tiver uma maioria republicana novamente, mas, pelo andar do que a gente tem visto aqui, a conclusão é de que as eleições de meio de mandato sejam pró-democratas”, conclui.

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