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Suspeitos de Boston não eram vistos com frequência em mesquita

Internacional|Do R7

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Djokhar Tsarnaev, indiciado pelo duplo atentado durante a Maratona de Boston, raramente ia à mesquita e seu irmão mais velho era pouco visto, mas chamou a atenção nos últimos meses ao interromper sermões com os quais não concordava, de acordo com a mesquita da cidade de Cambridge, no subúrbio de Boston.

"O jovem suspeito era raramente visto no Centro, vinha apenas ocasionalmente para a oração", indicou a Islamic Society of Boston em um comunicado.

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Seu irmão mais velho, Tamerlan, morto durante uma troca de tiros com a polícia, tinha "começado a participar de forma irregular das orações de sexta-feira há um pouco mais de um ano, e participava de tempos em tempo da oração da manhã", de acordo com a mesquita.

Por duas vezes nos últimos meses, se expressou contra as pregações das quais discordava.

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Em 16 de novembro, interrompeu um pregador que explicava que os muçulmanos poderiam celebrar feriados tradicionais americanos, como o 4 de julho ou o Dia de Ação de Graças. Tamerlan se levantou e gritou, dizendo que a fé muçulmana não permitia isso.

Em 18 de janeiro, novamente perturbou a oração, interrompendo o pregador que prestava homenagem a Martin Luther King (cujo aniversário de nascimento é dia feriado).

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Tamerlan mais uma vez gritou dizendo que ele era um "não-crente" e que "contaminava" as mentes das pessoas. Os fiéis pediram para que se calasse e saísse. Ele obedeceu.

Após o sermão, funcionários da mesquita pediram-lhe para que não mais interrompesse as orações, se não deixaria de ser bem-vindo.

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Desde então, voltou para assistir a algumas orações, mas não interrompeu nenhum sermão, segundo a mesquita, que ressaltou que os dois irmãos "nunca manifestaram qualquer sentimento ou comportamento violento. Se o fizessem, teríamos imediatamente telefonado para o FBI".

Dzhokhar Tsarnaev, de 19 anos, gravemente ferido, foi indiciado na segunda-feira em seu leito de hospital por uso de armas de destruição em massa.

O duplo atentado, o pior desde 11 de setembro, matou três pessoas e feriu mais de 260.

bd/bdx/mr

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