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Tailândia e Malásia podem criar acampamentos para refugiados de Bangladesh e Mianmar

Fontes oficiais informam que cerca de 7.000 pessoas ainda estão à deriva em barcos

Internacional|Do R7

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Tailândia e Malásia podem criar acampamentos e centros de detenção para abrigar centenas de refugiados que chegam às costas dos paísses, disseram autoridades nesta terça-feira (12), enquanto uma agência intergovernamental de alto escalão informou que cerca de 7.000 pessoas ainda estavam à deriva em barcos na baía de Bengala.

A região está presenciando uma onda de refugiados que chegam à Malásia e à Indonésia vindos de Bangladesh e Mianmar, países mais pobres, como resultado da repressão ao tráfico de pessoas na Tailândia, que normalmente é o primeiro destino das redes que levam os imigrantes.

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Três barcos que transportavam mais de 1.000 pessoas desembarcaram no fim de semana na ilha turística malasiana de Langkawi, perto da fronteira com a Tailândia. A Malásia, uma das economias mais ricas do Sudeste Asiático, tem atraído fortemente imigrantes ilegais, mas o súbito aumento vem criando problemas para as autoridades.

Tailândia detém vários políticos locais acusados de tráfico de pessoas

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Segundo suposto acampamento de tráfico de pessoas é encontrado na Tailândia

"Temos espaço no centro de detenção agora, mas se for insuficiente o ministério tem o poder de estabelecer um novo centro de detenção", disse à Reuters o vice-ministro do Interior, Wan Junaidi Tuanku Jaafar. "Esta é a primeira vez que há um afluxo de pessoas dessa magnitude no país."

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Na Tailândia, o jornal Bangkok Post informou que o chefe da polícia nacional, Somyot Pumpunmuang, tinha proposto a criação de acampamentos oficiais, embora admitisse que esse plano poderia acabar atraindo mais refugiados. Segundo o jornal, na semana passada cerca de 250 refugiados foram encontrados vagando na área de selva do sul da Tailândia, perto da fronteira com a Malásia.

Estima-se que 25 mil bengaleses e muçulmanos da etnia rohingya de Mianmar tenham viajado em precários barcos arranjados por traficantes de pessoas nos primeiros três meses deste ano, o dobro do mesmo período de 2014, de acordo com a agência de refugiados da ONU, o Acnur.

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