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Tática da polícia de NY de "parar e revistar" viola direitos, diz juíza

Internacional|Do R7

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NOVA YORK, 12 Ago (Reuters) - Em uma dura censura à administração do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, uma juíza federal decretou nesta segunda-feira que as táticas de combate ao crime de "parar e revistar", usadas pela polícia da cidade, violam os direitos constitucionais das minorias, apesar das alegações do prefeito e do comissário de polícia de que elas diminuíram o crime violento.

A juíza Shira Scheindlin disse que a polícia adotou uma política de "perfil racial indireto" ao mirar grupos racialmente definidos para parar, resultando em retenções desproporcionais e discriminatórias de dezenas de milhares de negros e hispânicos, e que as autoridades da cidade tinham "fechado os olhos" para esse resultado.

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"Ninguém deveria viver temendo ser parado sempre que deixa sua casa para levar adiante as atividades da vida cotidiana", escreveu Scheindlin em sua decisão.

Bloomberg disse nesta segunda-feira que vai recorrer da decisão da juíza federal.

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O prefeito permaneceu firme em seu argumento de que a prática levou o índice de criminalidade para baixo, dizendo: "A possibilidade de ser parado atua como um impedimento vital."

Seu governo planeja pedir a suspensão da ordem da juíza até que o recurso seja julgado, disseram autoridades em entrevista coletiva.

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Os policiais sentiram-se pressionados para aumentar o número de detenções quando Bloomberg assumiu em 2002 e nomeou Raymond Kelly como comissário do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD), escreveu a juíza.

Como resultado, os policiais param constantemente homens jovens de minorias em busca de armas ou vasculham seus bolsos atrás de contrabando antes de liberá-los, em uma violação à Quarta Emenda da Constituição que protege contra buscas e apreensões absurdas, disse a juíza em uma decisão de 195 páginas.

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Um relatório da União de Liberdades Civis de Nova York de 2012 mostrou um aumento agudo nas apreensões policiais durante os três mandatos de Bloomberg no cargo - para 685.724 em 2011, de 160.851 em 2003, com cerca de metade das apreensões de 2011 resultando em buscas físicas.

Bloomberg e Kelly responderam que a prática diminuiu a criminalidade violenta e limitou o número de armas ilegais nas ruas de Nova York.

O NYPD não comentou a decisão.

(Reportagem de Bernard Vaughan, Chris Francescani e Jonathan Stempel)

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