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Tempestade mata 5 na Grã-Bretanha e Holanda e causa transtornos nos transportes

Internacional|Do R7

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Por Marie-Louise Gumuchian e Anthony Deutsch

LONDRES/AMSTERDÃ, 28 Out (Reuters) - Ventos com força de furacão atingiram a Grã-Bretanha e a Holanda nesta segunda-feira, causando a morte de 5 pessoas, cortes de energia e o cancelamento de centenas de voos e viagens de trem.

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Rajadas de até 160 quilômetros por hora ocorreram no sul da Inglaterra e no País de Gales, na pior tempestade registrada na Grã-Bretanha em uma década, enquanto Dinamarca e Suécia estavam se preparando para o impacto.

Uma menina de 17 anos morreu quando uma árvore caiu sobre sua casa enquanto ela dormia em Kent, sudeste de Londres, e um homem de 50 anos foi morto quando uma árvore esmagou seu carro na cidade de Watford, ao norte da capital.

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Um homem e uma mulher foram encontrados mortos no oeste de Londres, depois que várias casas foram danificadas em uma suposta explosão de gás numa rua onde a tempestade atingiu uma árvore por baixo. A polícia de Londres disse que a árvore pode ter danificado tubos de gás, causando a explosão.

Um guindaste bateu no escritório do gabinete do governo, um ministério no coração de Londres, forçando o vice-premiê Nick Clegg a cancelar uma entrevista coletiva.

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Volumes fracos nos mercados financeiros de Londres sugeriram que muitos traders ficaram presos em casa, junto com milhões de outras pessoas que normalmente circulam por Londres.

Ventos fortes também varreram a Holanda, fechando todo o tráfego de trem para Amsterdã. Ventos com força de furacão de mais de 150 quilômetros por hora foram registrados em uma das ilhas da costa norte holandesa.

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Árvores desenraizadas danificaram carros, casas e afundaram um barco ao longo de um canal de Amsterdã. Telhados foram arrancados de edifícios e várias casas flutuantes tiveram suas amarras retiradas, disse a polícia.

Uma mulher morreu e duas pessoas ficaram gravemente feridas por queda de árvores na capital holandesa e uma balsa transportando 1.000 pessoas vinda da cidade inglesa de Newcastle não conseguiu atracar no porto de IJmuiden e retornou ao mar, disse a televisão RTL.

Cinquenta voos no aeroporto de Amsterdã Schiphol foram cancelados, e autoridades do porto de Roterdã, o mais movimentado da Europa, disseram que a entrada e a saída de embarcações foram adiadas.

Na França, os ventos chegaram a 100 quilômetros por hora, derrubando árvores e cortando o fornecimento de energia para cerca de 75 mil casas, de acordo com a distribuidora de energia elétrica do ERDF.

Na Grã-Bretanha, cerca de 486.000 propriedades ficaram sem energia elétrica, disse a UK Power Networks, em uma das piores tempestades a atingir a Inglaterra desde a "Grande Tempestade" de 1987, que matou 18 pessoas e derrubou cerca de 15 milhões de árvores.

Helicópteros e uma equipe de resgate marítimo procuravam uma mulher de 47 anos, arrastada para o mar por uma onda em Belle Ile, uma ilha britânica, onde fortes ventos geraram ondas de 5 a 6 metros, segundo a guarda costeira na região.

Casas e empresas estavam calculando os danos, enquanto um porta-voz do Met Office (órgão meteorológico oficial) disse que o pior da tempestade na Grã-Bretanha havia passado até o fim da manhã e se dirigia para o leste.

A Associação de Seguradoras Britânicas informou que era muito cedo para dar números sobre a perda de segurados.

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