Guerra Israel x Hamas

Internacional Terroristas do Hamas drogaram reféns libertados para que parecessem calmos

Terroristas do Hamas drogaram reféns libertados para que parecessem calmos

Afirmação foi feita por uma representante do Ministério da Saúde de Israel em audiência no Parlamento hoje

  • Internacional | Do R7, com EFE

Reféns soltos na semana passada ficaram cerca de 50 dias em cativeiro

Reféns soltos na semana passada ficaram cerca de 50 dias em cativeiro

Montagem/Hamas/via Reuters

O grupo terrorista Hamas deu tranquilizantes a alguns dos reféns antes de libertá-los da Faixa de Gaza na semana passada, para fazê-los parecerem mais relaxados e felizes, disse nesta terça-feira (5) uma representante do Ministério da Saúde de Israel.

A denúncia foi feita por Hagar Mizrahi, chefe da divisão médica da pasta de Saúde israelense, durante uma audiência do Comitê de Saúde do Knesset (Parlamento de Israel).

A médica afirmou que membros da organização terrorista administraram clonazepam — um benzodiazepínico conhecido no Brasil pelo nome Rivotril — a alguns reféns antes de entregá-los aos representantes da Cruz Vermelha, que os retiraram da Faixa de Gaza.

Essa droga, acrescentou, teria sido administrada a eles para que parecessem calmos, felizes e otimistas durante sua libertação, depois de terem passado mais de um mês e meio em cativeiro.

Hagar não informou, porém, se o uso de tranquilizantes foi confirmado por exames de sangue realizados nos reféns ou por depoimentos dos libertados.

Essas declarações são dadas poucos dias depois de ter terminado uma trégua de uma semana entre Israel e o Hamas, durante a qual foram libertados 110 reféns levados pelos terroristas palestinos e 240 presos das prisões israelenses.

Ainda há 137 reféns dentro da Faixa de Gaza, embora 15 deles tenham sido confirmados mortos.

Israel declarou guerra ao Hamas em 7 de outubro, na sequência de um ataque do grupo terrorista que incluiu o lançamento de mais de 4.000 foguetes e a infiltração de cerca de 3.000 milicianos, que mataram cerca de 1.200 pessoas e raptaram mais de 240 em comunidades israelenses próximas à Faixa de Gaza.

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