Logo R7.com
RecordPlus
‌

Tillerson enfrenta conversas duras no Golfo Pérsico para tentar solucionar crise do Catar

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

Por Sylvia Westall

DUBAI (Reuters) - O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, terá dificuldade para persuadir quatro Estados árabes a encerrarem um boicote ao Catar durante conversas nesta quarta-feira, já que os quatro classificaram um acordo entre os EUA e o Catar sobre o financiamento do terrorismo como uma resposta inadequada às suas preocupações.

‌

Qualquer resolução da disputa tem que abordar todos os principais receios de Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito, incluindo o fato de Doha estar minando a estabilidade regional, disse uma autoridade de alto escalão dos Emirados antes das conversas em solo saudita.

Os quatro países impuseram sanções ao Catar em 5 de junho, acusando-o de financiar grupos extremistas e de se aliar ao Irã, arqui-inimigo dos quatro países árabes -- acusações que Doha nega. Os quatro Estados e o Catar são todos aliados dos EUA.

‌

Tillerson irá se encontrar com seus homólogos das quatro nações em Jedá, cidade portuária do Mar Vermelho, e levar adiante os esforços para encerrar a pior desavença entre Estados árabes do Golfo desde a formação do organismo regional Conselho de Cooperação do Golfo em 1981.

Pouco depois de Tillerson assinar um memorando de entendimento sobre o combate ao financiamento do terrorismo em Doha na terça-feira, os quatro países emitiram um comunicado no qual o descreveram como inadequado.

‌

Eles também reiteraram as 13 exigências abrangentes que haviam submetido originalmente ao Catar, mas mais tarde dito não terem mais validade.

Entre elas estão cortar os laços com o Irã, fechar a rede de televisão Al Jazeera, fechar uma base militar turca no Catar e entregar todos aqueles designados como terroristas presentes em seu território.

‌

Os quatro países envolvidos no boicote disseram em um informe conjunto que valorizam os esforços dos EUA no combate ao terrorismo.

"Tal medida não basta e eles irão monitorar atentamente a seriedade do Catar no combate a todas as formas de financiamento, apoio e fomento do terrorismo", disse o comunicado, de acordo com a WAM, agência de notícias dos Emirados.

O Catar sedia a Base Aérea de Udeid, a maior instalação militar norte-americana no Oriente Médio, da qual aeronaves da coalizão liderada pelos EUA realizam operações contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.