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‘Todos os indícios mostram motivação terrorista’, diz especialista sobre ataque a piloto

Copiloto esfaqueou comandante durante um voo que levava cerca de 180 pessoas dos Emirados Árabes Unidos a Israel

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um piloto foi esfaqueado em voo de Dubai para Tel Aviv, com suspeita de motivação terrorista.
  • Passageiros e piloto agiram rapidamente para evitar uma tragédia maior, contendo o copiloto.
  • A nacionalidade omanense do copiloto não implica necessariamente envolvimento do governo de Omã.
  • Israel pode reforçar a segurança em voos de companhias árabes, sem afetar relações com os Emirados Árabes Unidos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um piloto foi esfaqueado pelo copiloto durante um voo da FlyDubai que levava cerca de 180 pessoas dos Emirados Árabes Unidos a Israel, nesta quarta-feira (30). Para o especialista em Oriente Médio, Alexandre Ostrowiecki, “todos os indícios mostram, a princípio, que é uma motivação terrorista”.

Em entrevista ao Jornal da Record News, ele pondera que o terrorismo, por definição, é o ataque violento a civis com objetivos políticos. “Terrorismo seria uma comprovação de que esse tripulante, esse copiloto, que parece ser um cidadão de Omã, um país que não tem relações com Israel, que ele realmente queria aquilo que seria um grande ataque, o maior dos últimos anos, se fosse bem-sucedido do ponto de vista dele, que seria derrubar o avião”, explica.

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Imagem do aeroporto vista da janela de um avião. À esquerda, a asa do avião com a logo da companhia aérea "flydubai" em azul e laranja. Ao fundo, destaca-se a torre de controle do aeroporto, alta e retangular, com antenas no topo. Estruturas do terminal e postes de iluminação estão visíveis, sob um céu claro e ensolarado.
Avião comercial levava cerca de 180 pessoas de Dubai para Tel Aviv quando sofreu suposto atentado Reprodução/Record News

Segundo Ostrowiecki, a ação rápida dos passageiros evitou uma tragédia. “Eles tiveram essa perspicácia de ver que alguma coisa estava errada e correr para a cabine”, diz, ao ressaltar que a nacionalidade do copiloto, caso confirmada, não significa necessariamente envolvimento do governo de Omã.

O episódio pode levar Israel a reforçar os procedimentos de segurança em voos operados por companhias árabes, mas não deve alterar as relações diplomáticas com os Emirados Árabes Unidos. “É claro que Israel vai ter que endurecer as regras, verificar melhor, melhorar os procedimentos de segurança.”

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Segundo ele, a investigação também deverá buscar esclarecer se o suspeito agiu sozinho ou se teve apoio do slam radical. “Israel vai querer saber quem está por trás disso. Se é o que se chama de lobo solitário ou se tem uma organização maior. Do que a gente conhece de Israel, eles têm um costume de nunca deixar barato uma agressão”, conclui.

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