Três turistas são presos no Egito por tirar fotos nus atrás da Grande Pirâmide de Gizé
Caso reacende debate sobre atos considerados imorais em locais históricos e reforça penas impostas desde 2020
Internacional|Do R7
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As autoridades do Egito prenderam neste domingo (9) três turistas flagrados tentando tirar fotos nus atrás da Grande Pirâmide de Gizé, também conhecida como Pirâmide de Quéops.
O episódio resultou na abertura de um processo legal contra os visitantes, acusados de violar leis que protegem a moral pública e os monumentos arqueológicos do país.
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Segundo o relato oficial, os três foram detidos ainda no local e confessaram o crime. Eles alegaram desconhecer as normas egípcias e disseram acreditar que o comportamento seria permitido em seus países de origem. As autoridades, no entanto, não divulgaram a nacionalidade dos envolvidos e informaram apenas que as respectivas embaixadas já foram notificadas sobre o caso.
A legislação egípcia é rígida quanto a condutas consideradas desrespeitosas em áreas históricas. Desde 2020, uma emenda à Lei de Antiguidades de 1983 prevê pena mínima de um mês de prisão ou multa de até 10 mil libras egípcias (equivalente a cerca de R$ 1.800) para quem cometer atos obscenos, escalar monumentos ou ingressar de forma clandestina em sítios arqueológicos e museus.
A prisão dos turistas soma-se a uma série de episódios semelhantes registrados nos últimos anos em Gizé. Em 2018, um vídeo nas redes sociais causou indignação no país ao mostrar um casal subindo uma das pirâmides e posando completamente despido no topo. O material viralizou e levou o governo a reforçar a vigilância nos arredores do complexo.
Um ano antes, em 2017, uma modelo belga havia sido detida por posar nua na esplanada das pirâmides e, dias depois, por repetir o gesto em Luxor, nas ruínas do templo de Karnak. Já em 2015, um turista alemão foi banido permanentemente do Egito após escalar uma das pirâmides para fazer imagens não autorizadas.
Os episódios se tornaram um desafio para as autoridades egípcias, que tentam conciliar o turismo internacional com a preservação do patrimônio histórico e os valores culturais locais. O governo considera que atitudes desse tipo representam “ofensas à moral pública” e desrespeitam locais considerados sagrados para a história da humanidade.
Nos últimos anos, o Ministério das Antiguidades intensificou campanhas de conscientização para visitantes e reforçou a segurança nas pirâmides, especialmente após o aumento de casos envolvendo escaladas ilegais e produções fotográficas sem autorização. O objetivo é evitar novas polêmicas que possam manchar a imagem do país como destino turístico e cultural.
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