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Tribunal russo condena norueguês a 14 anos de prisão por espionagem

Frode Berg, ex-guarda na fronteira entre Noruega e Rússia, foi detido em dezembro de 2017 por coletar informações sobre submarinos nucleares

Internacional|Do R7

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Julgamento de Berg foi feito a portas fechadas
Julgamento de Berg foi feito a portas fechadas

Um tribunal da Rússia condenou um norueguês a 14 anos de prisão, nesta terça-feira (16), por coletar informações sobre submarinos nucleares, em um veredicto que pode estremecer as relações entre Moscou e o vizinho que é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Frode Berg, ex-guarda na fronteira entre Noruega e Rússia hoje com 63 anos, foi detido em Moscou em dezembro de 2017 e julgado a portas fechadas neste mês. Ele se declarou inocente das acusações de espionagem em nome da Noruega.

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Berg não irá recorrer do veredicto, mas planeja pedir um indulto presidencial a Vladimir Putin para ser libertado, segundo seu advogado, Ilya Novikov.

O Ministério das Relações Exteriores norueguês disse ter "tomado nota" do veredicto, mas não comentou seu conteúdo, dizendo que está trabalhando de diversas maneiras para levar Berg de volta para casa.

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"As autoridades norueguesas... desejam que Frode Berg volte em segurança à Noruega", disse uma porta-voz da chancelaria.

Berg, que acompanhou os procedimentos algemado dentro de uma cela de vidro, admitiu ter sido flagrado entregando material sigiloso a autoridades norueguesas, mas negou ter qualquer ideia de que estava envolvido em espionagem. Os detalhes do caso não foram revelados por serem confidenciais.

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Indagado pelo juiz, em russo, se entendia o veredicto da corte, Berg assentiu ligeiramente com a cabeça e disse "sim", em inglês.

"Ele não tinha ilusões. Ele espera que seu governo dê todos os passos necessários para garantir sua libertação através de medidas diplomáticas", disse Novikov.

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Na semana passada, Putin pareceu estar cogitando a possibilidade de perdoar Berg ou possivelmente trocá-lo por outro prisioneiro.

Questionado durante conversas com a primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, sobre a possibilidade de um perdão, Putin respondeu: "Precisamos esperar o processo... veremos o que podemos fazer com isso, dependendo da decisão do tribunal".

Novikov disse não estar a par de qualquer conversa em curso entre Oslo e Moscou para obter a soltura de Berg, e que seria necessária uma ofensiva diplomática "significativa" para que isso acontecesse.

"Um indulto presidencial não é algo que é concedido no curso natural dos acontecimentos, mas com medidas diplomáticas é perfeitamente possível", afirmou o advogado de defesa.

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