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Trump afirma que EUA consideram fortemente saída da Otan

Presidente norte-americano disse que há muito tempo tem dúvidas sobre a credibilidade da organização

Internacional|Do R7, com Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump considera fortemente retirar os EUA da Otan após falta de apoio aliado em ação militar contra o Irã.
  • O presidente descreve a Otan como um "tigre de papel" e expressa dúvidas sobre sua credibilidade.
  • Críticos, como o secretário de Estado Marco Rubio, afirmam que a falta de assistência de outros membros será reavaliada.
  • Os Emirados Árabes Unidos estão se preparando para apoiar os EUA na região, enquanto o Irã ameaça empresas americanas.

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Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca 31 de março de 2026 REUTERS/Evan Vucci Evan Vucci/Reuters - 31.03.2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está considerando fortemente retirar o país da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) depois que os aliados não apoiaram a ação militar dos EUA contra o Irã, de acordo com uma entrevista ao jornal britânico Daily Telegraph.

Trump descreveu a aliança como um “tigre de papel” e disse que retirar os Estados Unidos do pacto de defesa estava agora “além de reconsideração”, informou o jornal. Ele afirmou que há muito tempo tem dúvidas sobre a credibilidade da Otan.


“Ah, sim, eu diria além de reconsideração”, disse Trump ao jornal quando perguntado se ele reconsideraria a participação dos EUA na aliança após o conflito.

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“Nunca fui influenciado pela Otan. Sempre soube que eles eram um tigre de papel e, a propósito, Putin também sabe disso.”


Dor de cabeça antes das eleições

Os preços mais altos do petróleo e dos combustíveis estão pesando sobre as finanças das famílias dos EUA e são uma dor de cabeça política para Trump e seu Partido Republicano antes das eleições de meio de mandato de novembro, com dois terços dos norte-americanos acreditando que os EUA deveriam trabalhar para sair da guerra do Irã rapidamente, segundo uma pesquisa da Reuters/Ipsos.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse nessa terça-feira (31) que outros países precisam “estar preparados para se levantar” e ajudar a reabrir o estreito de Ormuz, ecoando as críticas de Trump, que destacou os membros da Otan, Reino Unido e França.


Marco Rubio, secretário de Estado, disse à Fox News que Washington não ignoraria a falta de assistência de outros membros da Otan. “Depois que esse conflito for concluído, teremos que reexaminar esse relacionamento”, disse ele.

Os Emirados Árabes Unidos estão se preparando para ajudar os EUA e seus aliados a abrir o estreito à força, informou o Wall Street Journal na terça-feira.


Os Emirados Árabes estão buscando uma resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para a ação e sugeriram que os EUA ocupem ilhas estratégicas, de acordo com a reportagem.

Na terça-feira, a Guarda Revolucionária do Irã respondeu com uma nova ameaça contra as empresas americanas na região a partir das 20h (horário de Teerã) desta quarta-feira, listando 18 empresas, incluindo Microsoft, Google, Apple, Intel, IBM, Tesla e Boeing.

Perguntado se estava preocupado com ameaças, Trump disse que não.

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