Trump ataca ex-assessor John Bolton por livro com revelações
Presidente dos EUA criticou seu ex-conselheiro de Segurança Nacional. enquanto julgamento de impeachment no Senado entra em nova fase
Internacional|Do R7

O presidente norte-americano, Donald Trump, fez nesta quarta-feira (29) seu ataque mais forte contra o ex-assessor de Segurança Nacional, John Bolton, que escreveu um livro descrevendo a pressão política que Trump fez sobre a Ucrânia. Ao mesmo tempo, o Senado dos EUA se prepara para entrar uma nova fase no julgamento de impeachment.
Trump atacou Bolton no Twitter. O presidente disse que Bolton "não pôde ser aprovado para embaixador na ONU anos atrás, não pôde ser aprovado para nada desde então, 'implorava' por um emprego não aprovado pelo Senado" e acrescentou que "se eu o ouvisse, nós já estaríamos na Sexta Guerra Mundial".
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Trump acrescentou que Bolton, que deixou o cargo na Casa Branca em setembro, "sai e IMEDIATAMENTE escreve um livro repugnante e falso. Toda a Segurança Nacional Sigilosa. Quem faria isso?"
Manuscrito controverso
Contrariando a versão dos eventos de Trump, Bolton escreveu em um manuscrito para um livro não publicado que o presidente disse que queria congelar 391 milhões de dólares em ajuda de segurança à Ucrânia até o governo ucraniano conduzir investigações sobre democratas, incluindo Biden e o filho do ex-vice-presidente Hunter Biden, segundo notícia do New York Times.
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As alegações de Bolton envolvem o centro das acusações de impeachment contra Trump. Os democratas disseram que Trump abusou de seu poder usando o auxílio de segurança --aprovado pelo Congresso para ajudar a Ucrânia a combater os separatistas apoiados pela Rússia-- como uma barganha para conseguir que um governo estrangeiro prejudicasse um rival político.
Trump busca ser reeleito em 3 de novembro e Biden é um dos principais pré-candidatos democratas na disputa.
Nova etapa do impeachment
Paralelamente, o processo de impeachment de Trump entrou em uma nova fase Senadores iniciarão até dois dias de perguntas tanto para a equipe jurídica de Trump como para os democratas na Câmara, que têm servido como promotores no julgamento. Trump é acusado de abuso de poder e obstruir o Congresso no episódio de seu pedido que a Ucrânia investigasse o rival político Joe Biden.
Os questionamentos precedem uma votação crucial ainda nesta semana sobre a possibilidade de serem convocadas testemunhas, incluindo Bolton, como os democratas desejam. Até o momento, os senadores republicanos, que são maioria na Casa, têm se recusado a permitir testemunhas ou novas evidências no julgamento.
Líderes republicanos esperam concluir o mais rápido possível o julgamento para absolverem Trump, deixando-o no cargo.
Impasse sobre testemunhas
O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, disse aos senadores na terça-feira que não tem votos necessários para impedir os democratas de convocar testemunhas porque alguns republicanos continuam não comprometidos, informaram vários meios de comunicação. Os democratas precisam de quatro senadores republicanos para se juntar a eles na votação sobre testemunhas, a fim de obter a maioria no Senado, que tem 100 cadeiras.
O Senado deve absolver Trump. Para que ele fosse removido do cargo seria necessária uma maioria de dois terços. Ao todo, são 53 senadores republicanos e nenhum deles defendeu publicamente a destituição do presidente.
(Reportagem adicional de Richard Cowan, David Morgan, Susan Heavey, Makini Brice, Karen Freifeld, Lisa Lambert e Lisa Richwine)














