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Trump defende negócios na Rússia enquanto investigação é ampliada 

Pressão sobre ele crescia por causa da longa investigação nos EUA sobre a possibilidade de interferência russa na política norte-americana

Internacional|Do R7

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Trump tem vivido sob a sombra da investigação
Trump tem vivido sob a sombra da investigação

Ao mesmo tempo que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participa da cúpula do G20 na Argentina, nesta sexta-feira (30), a pressão sobre ele aumentava em Washington por conta da longa investigação conduzida pelo procurador especial Robert Muller sobre a possibilidade de interferência russa na política norte-americana.

Paul Manafort, que chefiou a campanha eleitoral de Trump e que é acusado de mentir para os investigadores, pode sofrer outras acusações legais, disseram promotores nesta sexta, enquanto Trump defendeu suas transações empresariais na Rússia quando era candidato como algo “muito legal e muito calmo”.

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Mueller está investigando uma suposta interferência russa nas eleições presidenciais de 2016, um possível conluio entre Moscou e a campanha de Trump, e também se houve obstrução da Justiça.

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Durante a maior parte do seu governo, Trump tem vivido sob a sombra da investigação que ele, de forma irritada, classifica como “caça às bruxas”, em meio às preocupações do Congresso de que ele poderia vir a demitir Mueller, iniciando uma crise institucional.

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Uma legislação para proteger Mueller foi proposta, mas bloqueada por Mitch McConnell, líder republicano no Senado.

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Em audiência judicial nesta sexta, integrantes da equipe de Mueller disseram que novas acusações contra Manafort, um dos vários associados a Trump sob investigação, eram possíveis.

Manafort se declarou culpado de conspiração contra os EUA e condenado separadamente por fraudes bancária e fiscal. Ele concordou em cooperar com Mueller, mas os promotores vêm desde então o acusando de quebrar o seu acordo ao mentir para os investigadores. Ele afirmou que discorda de tais alegações.

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Ainda não é certo que novas acusações serão feitas contra ele, segundo um representante da equipe de Mueller.

Na quinta-feira, Michael Cohen, ex-advogado pessoal de Donald Trump, se declarou culpado de mentir para o Congresso sobre um proposto acordo para um edifício de Trump em Moscou, prédio que nunca foi construído.

Cohen afirmou que os esforços para concretizar o projeto duraram mais tempo do que ele havia dito previamente ao Congresso, adentrando bem o período da campanha eleitoral de 2016. Ele declarou que tais esforços não se encerraram antes de junho de 2016, depois que Trump havia efetivamente conquistado a nomeação republicana.

Em mensagens via Twitter de Buenos Aires, Trump afirmou que ele havia “levemente olhado” a proposta imobiliária para “algum lugar da Rússia” durante a sua campanha para presidente, dizendo que isso havia sido “muito legal & e muito calmo” de realizar na campanha.

Durante a campanha presidencial de 2016, Trump várias vezes minimizou os seus laços empresariais com a Rússia.

O Kremlin nega as conclusões de agências de inteligência dos EUA de que a Rússia interferiu na eleição de 2016. Tanto Moscou quanto Trump negam um conluio.

A equipe de Mueller indiciou ou assegurou condenações de mais de duas dezenas de cidadãos e organizações russas, além de vários associados a Trump.

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