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Trump diz a presidente Sisi que EUA e Egito lutarão juntos contra militantes islâmicos

Internacional|Do R7

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Por Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, buscou reiniciar nesta segunda-feira as relações dos EUA com o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, após laços estremecidos durante o governo Obama, dando a ele firme apoio e prometendo trabalhar junto com o Egito na luta contra militantes islâmicos.

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“Quero que todos saibam, caso haja qualquer dúvida, que estamos apoiando o presidente Sisi. Ele fez um trabalho fantástico em uma situação muito difícil. Estamos apoiando o Egito e o povo do Egito”, disse Trump em encontro no Salão Oval com o líder egípcio.

A viagem foi a primeira visita oficial de Sisi aos EUA desde que foi eleito, em 2014. O antecessor de Trump, Barack Obama, nunca realizou convite.

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Obama congelou auxílio ao Egito por dois anos, após Sisi, então um general, derrubar o presidente Mohamed Mursi em meados de 2013 após protestos em massa contra o governo de Mursi. Mursi, membro da Irmandade Muçulmana, havia sido eleito no ano anterior.

O encontro particular entre Trump e Sisi, seguido por um encontro separado com principais assessores, mostrou o quão intencionado o novo presidente dos EUA está em retomar relações bilaterais e construir uma forte ligação que os dois presidentes estabeleceram quando se encontraram pela primeira vez em setembro em Nova York.

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"Gostaria de dizer, Sr. Presidente, que você tem um grande amigo e aliado nos Estados Unidos, e em mim”, disse Trump.

Sisi então afirmou apreciar que Trump está “se mantendo muito forte... para conter esta ideologia do mal”.

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Embora Trump tenha destacado que os EUA e Egito “possuem umas poucas coisas” nas quais não concordam, ele não fez comentários públicos sobre preocupações norte-americanas sobre direitos humanos no Egito.

Grupos de direitos humanos pediram a libertação de Aya Hijazi, egípcia-americana que trabalha com crianças de rua e que foi presa em maio de 2014 por acusações de tráfico de pessoas.

Aya foi mantida sob custódia por 33 meses, em violação à lei egípcia, que indica que o período máximo para detenção antes de julgamento é de 24 meses.

Grupos de direitos humanos estimam que o governo de Sisi tenha detido ao menos 40 mil prisioneiros políticos.

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