Trump diz que concordou em suspender ‘bombardeios e ataques ao Irã’ por duas semanas
Mais cedo, o presidente americano havia dito que ‘uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada’
Internacional|Do R7, com Reuters e Estadão Conteúdo
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que concordou em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”.
Trump disse que conversou com líderes do Paquistão, que tem sido um mediador entre Washington e Teerã e que havia buscado um cessar-fogo de duas semanas na guerra contra o Irã.
O governo iraniano confirmou o cessar-fogo com os Estados Unidos.
“Com base nas conversas com o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais me solicitaram que suspendesse o envio de forças destrutivas ao Irã esta noite, e desde que a República Islâmica do Irã concordasse com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump nas mídias sociais.
“Esse será um CESSAR-FOGO de dupla face”, disse Trump.
Trump disse que os EUA receberam uma proposta de 10 pontos do Irã e que “acredita que é uma base viável para negociar”.
Ameaças em rede social
Mais cedo, Trump chegou a dizer, em uma publicação em seu perfil na rede social Truth Social, que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”.
Na publicação, Trump escreveu que não deseja “que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”. “Contudo, agora que temos uma Mudança de Regime Completa e Total, em que mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE?”
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Em entrevista nesta segunda-feira (6), Trump afirmou, ao detalhar a operação de resgate do piloto do caça F-15 que havia sido abatido pelo Irã, que o regime iraniano “pode ser derrotado em uma noite”.
“O país inteiro pode ser eliminado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã”, disse Trump em coletiva na Casa Branca, ao comentar possíveis ações militares contra Teerã.
Na publicação de hoje, o presidente americano voltou a reforçar o prazo. “Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”
Irã convoca jovens e faz ameaças
Com a aproximação do ultimato de Trump, o regime iraniano chegou a pedir que jovens fizessem correntes humanas em volta das usinas de energia, um alvo declarado dos americanos.
Além do pedido, uma emissora de televisão estatal do Irã informou nesta terça que 14 milhões de pessoas se voluntariaram para lutar contra os EUA e Israel caso o país seja invadido por terra. O Irã tem cerca de 90 milhões de habitantes.
Na semana passada, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que o número de voluntários tinha superado 7 milhões, em meio a uma campanha na mídia estatal e nos meios digitais.
O regime iraniano também convocou soldados aposentados, enquanto a força paramilitar Basij, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, começou a aceitar combatentes com pelo menos 12 anos de idade.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) elevou o tom contra os Estados Unidos e aliados ao alertar que poderá atingir infraestruturas energéticas e privar a região de petróleo e gás por anos, além de levar a resposta “além da região” caso Washington “cruze as linhas vermelhas”.
Em comunicado divulgado nesta terça via Telegram, o grupo paramilitar afirmou ter ampliado o alcance de seus ataques na chamada “onda 99” da operação denominada Promessa Verdadeira 4.
Segundo a IRGC, forças navais e aeroespaciais atingiram “bases e interesses dos EUA no Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, além de centros militares e de comando em territórios palestinos ocupados”, em resposta a ataques contra instalações petroquímicas iranianas em Assaluyeh. A ofensiva teria incluído mísseis balísticos, de cruzeiro e drones.
Na primeira fase, o grupo afirma ter atingido complexos petroquímicos ligados a empresas americanas na Arábia Saudita, incluindo unidades associadas a ExxonMobil, Dow Chemical, Chevron Phillips e Sadra, nas regiões de Al-Jubail e Al-Juaymah.
O grupo também menciona o ataque a um navio porta-contêineres “ligado ao regime sionista” próximo ao porto de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, e diz que a posição do grupo de porta-aviões CVN-72 dos EUA, no Oceano Índico, foi alvo de mísseis de cruzeiro de longo alcance.
A Guarda afirmou que a destruição do navio serve como “alerta” a embarcações que cooperem com EUA e Israel e disse ter abandonado critérios de “contenção” adotados até então por boa vizinhança. Apesar disso, reiterou que não tem civis como alvo, embora prometa retaliar contra ataques a instalações civis iranianas.
Alerta de Israel
As forças de Israel alertaram a população do Irã para evitar viagens de trem até a noite desta terça-feira, em um sinal de que lançará ataques contra a infraestrutura ferroviária do país nas próximas horas. O aviso foi divulgado em farsi na rede social X.
O regime iraniano, no entanto, cortou o acesso do país à internet no início da guerra, o que dificulta a disseminação da mensagem.
Ainda nesta terça, a mídia iraniana informou que uma sinagoga em Teerã foi atingida pelos ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel. O Irã abriga uma pequena colônia judaica.
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