Trump minimiza impacto da guerra no preço do petróleo: ‘Achei que seria muito pior’
Presidente dos EUA afirma que conflito com o Irã terminará em breve e mundo ficará “mais seguro”
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, após a decisão de manutenção dos juros do BC dos EUA. No comunicado desta quarta-feira (18), o Fed alertou sobre o ambiente de incertezas decorrente do conflito no Oriente Médio instaurado por Washington.
Apesar do alerta sobre os preços de energia pelo Fed, Trump minimizou os impactos da incursão no Irã nos valores do petróleo. “Achei que seria pior, muito pior”, acrescentou.
A declaração foi realizada em comentários para jornalistas antes de reunião bilateral com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.
“O Fed deveria cortar os juros, definitivamente e imediatamente. O Powell não é inteligente. Ele é teimoso e incompetente e, quando se é assim, é um problema, não é uma boa combinação”, disse Trump.
Trump diz que conflito está perto de acabar
Trump voltou a dizer que a guerra no Oriente Médio terminará em breve, já que Washington está adiantada no cronograma, e afirmou que o mundo será “muito mais seguro” com o fim do conflito. Segundo ele, tropas americanas não serão enviadas “para lugar nenhum”.
“A liderança do Irã se foi, os iranianos estão procurando novos líderes, toda a comunicação se foi. O país está praticamente destruído. A única coisa que resta é o estreito de Ormuz”, afirmou. Sobre a rota, o presidente americano disse que o Japão, a China e a Europa recebem petróleo pelo local, mas voltou a dizer que não precisa de “nada de ninguém”, por mais que avalie o apoio como “apropriado”.
“Temos muito suporte do Japão, nossa relação com Tóquio é ótima” disse.
Questionado sobre o ataque de Israel sobre a instalação de gás de South Pars, no Irã, Trump mencionou que pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para não atacar estruturas de petróleo e gás.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que estava ao lado de Trump, disse que é possível testemunhar “deserções” em todos os níveis no Irã e que é provável que o regime iraniano entre em colapso sozinho.
No mesmo sentido, Takaichi defendeu que Trump é o único capaz de alcançar a paz no mundo e que o Irã não deve nunca possuir armas nucleares. “A economia global está perto de experimentar um grande choque por conta da situação no Oriente Médio. Estamos em contato com o Irã para que o país encerre os ataques”, detalhou, ao mencionar que possui propostas para acalmar o mercado de energia.
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